Romance sáfico e rivalidade familiar se cruzam em novo livro de Giu Domingues

Inspirado no faroeste e no melodrama das novelas brasileiras, Bala no Alvo, Dente de Leão mistura fantasia, disputas históricas e uma história de amor entre duas mulheres

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Com 378 páginas, Bala no Alvo, Dente de Leão será lançado no dia 9 fevereiro. (Foto: Galera Record, Divulgação)

Inspirado pelo imaginário do faroeste e pelo melodrama das grandes novelas brasileiras, o novo livro da autora best-seller Giu Domingues, Bala no Alvo, Dente de Leão, aposta em uma fantasia romântica que combina disputas familiares, magia e uma história de amor entre duas mulheres. Lançado pela Galera Record, o romance se passa em um território onde não existe neutralidade e onde amar pode ser o maior dos riscos.

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A trama, com data de lançamento no dia 9 de fevereiro, é ambientada em Albuquerque, uma cidade fictícia marcada por rivalidades históricas entre duas famílias que se enfrentam há gerações. Nesse cenário de duelos, rodeios e segredos, surgem Doralice Berrante e Marieta Prata, personagens que crescem em lados opostos do conflito, mas acabam desafiando o destino que lhes foi imposto antes mesmo de nascerem.

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Doralice é uma vaqueira que precisa esconder sua identidade para sobreviver, competindo em rodeios sob o disfarce de “Dente de Leão”. Marieta, conhecida como Bala no Alvo pela mira infalível, chega à cidade ao lado do irmão, Pirilampo, determinada a vencer o prêmio do rodeio e garantir um futuro melhor para a família.

Para Giu Domingues, criar uma história de amor entre mulheres em um ambiente atravessado por violência e disputas foi uma forma de aprofundar as personagens e explorar contrastes.

— Desde o começo, Doralice e Marieta são opostos – tanto por suas posições no cenário das Albuquerques, como por serem pessoas muito distintas. Acho que uma coisa que foi muito legal foi poder colorir o relacionamento delas com esse pano de fundo, que é muito próprio de histórias épicas: isso deu uma textura a mais para o relacionamento das duas e ajudou a transformar cada uma em personagens mais completas — afirma a autora, que se aproxima da marca de 100 mil livros vendidos no Brasil.

Conhecida por escrever sobre mulheres imperfeitas, a autora reforça esse traço em suas protagonistas.

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— Marieta e Doralice ambas são cheias de defeitos. A Mari começa a história aplicando golpes, ela é literalmente uma golpista de bom coração que ao longo da história vai mudando e se tornando mais honesta e apaixonada. E a Doralice é teimosa feito uma mula, não ouve ordens e só faz o que quer, e eu amo que isso cria colisões deliciosas entre as duas — pontua

Faroeste e melodrama

A autora explica que a fusão entre faroeste e melodrama não é um acaso, mas parte do próprio DNA do projeto. Segundo ela, o faroeste sempre carregou elementos dramáticos intensos, algo que dialoga diretamente com a tradição das novelas brasileiras. Produções como Bangue Bangue, Roque Santeiro e O Rei do Gado estão entre as principais referências para a construção do universo do livro.

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Esse cruzamento de gêneros também aparece na criação de Albuquerque, cidade que funciona quase como um personagem da narrativa. Giu conta que o local foi inspirado tanto no imaginário clássico do faroeste — com terra seca, cavalos e saloons (bares icônicos do Velho Oeste americano) — quanto nas cidades pequenas das novelas.

— Sabe aquelas cidades do interior, em que todo mundo se conhece e fofoca sobre os outros, mas que tem uma sensação de família e comunidade? Albuquerque era isso: eu imaginei a cidade de Ventura, que é onde se passa Chocolate com Pimenta, mas com pitadas de faroeste — finaliza.