Campeã olímpica viola suspensão e tem nova punição por doping

Oposta brasileira estava há quatro anos sem poder jogar

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Seleção Brasileira feminina no bicampeonato dos Jogos Olímpicos 2012

Seleção Brasileira feminina no bicampeonato dos Jogos Olímpicos 2012 (Foto: Divulgação, FIVB)

A campeã olímpica de vôlei Tandara Caixeta competiu em maio deste ano, em Santos (SP), no Campeonato de Vôlei Brasileiro Master, o que viola uma pena recebida por doping em 2021, na qual ela só poderia voltar a jogar em julho. Com o descumprimento da suspensão de quatro anos, a brasileira recebeu outra punição.

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Sobre a nova punição de Tandara

Segundo informações do ge, a oposta ficará sem jogar por mais dois anos. A punição ocorreu após a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) considerar que Tandara descumpriu a norma imposta em 2021. O novo gancho começou em 7 de julho deste ano e vai até 6 de julho de 2027.

— O atleta em cumprimento de suspensão não poderá treinar com outros atletas ou usar instalações de clubes e outros filiados de signatários do Código Mundial Antidopagem — afirmou a ABCD.

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O torneio em que a jogadora participou, organizado pela Associação Nacional de Esportes, é um dos mais tradicionais do país quando se trata de atletas amadores.

Tandara foi campeã olímpica com a Seleção Brasileira em Londres 2012 e bronze no Mundial de 2014, na Itália. Além disso, possui três títulos de Grand Prix, um de Copa dos Campeõs e um de Jogos Pan-Americanos.

Entenda a suspensão da atleta por doping em 2021

Tandara Caixeta havia sido suspensa previamente nas Olimpíadas de Tóquio 2021. Posteriormente, a atleta passou por um julgamento, no Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem, e foi condenada por doping, pelo uso de ostarina.

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A punição imposta a atleta de 36 anos foi de suspensão por quatro anos, com o retorno às quadras a partir de julho de 2025. Na época, Tandara afirmou ser inocente.

— Essa condenação é, particularmente, difícil para mim porque estou sendo condenada por algo que não fiz. Vamos recorrer ao Plenário para que a justiça seja, de fato, reestabelecida. Respeito, mas não concordo com essa decisão de hoje. Lutarei, como sempre fiz, para provar minha inocência — escreveu a brasileira em postagem nas redes sociais, na época.

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Ela ainda processava duas farmácias alegando contaminação cruzada, mas o argumento não foi validado por uma série de informações contraditórias. A ABCD afirmou, na época, que uma coleta revelou a presença da substância ostarina.

A ostarina pertence a uma classe de anabolizantes, que modula o metabolismo e pode ajudar no ganho de massa muscular. Segundo a ABCD, a coleta para identificar a substância foi realiza antes mesmo da atleta embarcar para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 7 de julho de 2021, no Rio de Janeiro.

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— A ostarina é uma substância não especificada, proibida em competição e fora de competição. Pertence à classe S1.2 – Agentes Anabolizantes – Outros Agentes Anabolizantes – SARMS da Lista de substâncias e métodos proibidos da AMA-WADA (sigla da Agência Mundial Antidoping) — afirmou a ABCD em nota de agosto de 2021.

Tandara na Liga das Nações de 2019

*Eliza Bez Batti é estagiária sob a supervisão de Marcos Jordão