Dívida de R$ 2 milhões com jogador da Série D obriga campeão brasileiro a negociar pagamento até 2028

Soma da condenação resulta do calote em sete parcelas de R$ 100 mil e dez cotas fixadas em 25 mil euros contratuais

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Taça da Série A do Campeonato Brasileiro (Foto: CBF, Divulgação)

Um tradicional clube do futebol nacional e uma empresa de agenciamento esportivo fecharam um acordo judicial referente a débitos do passado. A dívida milionária envolve valores pendentes decorrentes da passagem de um meia-atacante pela equipe entre 2022 e 2023.

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Seis clubes tradicionais que já tiveram a falência decretada

Segundo apuração do ge, o São Paulo aceitou formalizar o parcelamento da dívida de R$ 2.056.752,20 em 20 prestações com a Datasoccer Sports, que agencia o meia André Anderson. A decisão que motivou o acordo foi proferida pelo juiz Fábio Coimbra Junqueira, magistrado da 6ª Vara Cível da comarca da capital.

A soma da condenação resulta do calote em sete parcelas de R$ 100 mil e dez cotas fixadas em 25 mil euros contratuais. Além de quitar o montante principal, a agremiação arcará com as custas do processo e honorários advocatícios estipulados em 10%.

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Procurada pelo ge, a defesa tricolor alegou que o conflito devia ser julgado pela CNRD e citou que lesões reduziram a utilidade do contrato. No entanto, o magistrado rejeitou os argumentos ao entender que a obrigação financeira não dependia do desempenho do atleta.

Atualmente no Pouso Alegre, o meia ítalo-brasileiro de 27 anos disputou apenas 12 partidas quando esteve emprestado pela Lazio. Sua passagem foi encurtada por sucessivos problemas físicos e por uma cirurgia no púbis realizada na temporada de 2023.

O vínculo do jogador terminou após forte atrito referente aos procedimentos de recuperação e tratamento da lesão. O estafe de André Anderson acusou a diretoria tricolor de ter impedido o atleta de frequentar as dependências do centro de treinamento.

*Sob supervisão de Marcos Jordão