Dívida de R$ 45 milhões faz SAF cobrar diretamente Corinthians, Santos, Grêmio e Atlético-MG

Clube acaba de quitar outra pendência com uma antiga comissão técnica e enecerrar a punição de transfer ban aplicada pela Fifa

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Cristiano Dresch, presidente do Cuiabá (Foto: AssCom Dourado)

Cristiano Dresch, presidente do Cuiabá (Foto: AssCom Dourado)

Uma Sociedade Anônima do Futebol que disputa as principais competições do país elevou o tom de cobrança contra grandes potências do esporte nacional. A diretoria da SAF cobra uma dívida pendente de negociações anteriores envolvendo Corinthians, Santos, Grêmio e Atlético-MG, para reequilibrar o fluxo de caixa.

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Segundo o ge, o Cuiabá quitou integralmente a dívida de R$ 5,5 milhões devida ao técnico português Petit e comissão técnica após condenação na Fifa. Com o pagamento efetuado, a SAF encerrou a punição de transfer ban que o impedia de registrar novos profissionais.

A quitação do débito contratual foi realizada com recursos próprios da instituição, mas provocou um impacto significativo no planejamento financeiro de 2026. A diretoria ressaltou que a quantia poderia ter sido direcionada ao elenco principal, às categorias de base e a melhorias estruturais.

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Livre da sanção internacional, o Dourado direcionou as atenções para as pendências que possui a receber no mercado da bola. De acordo com o comunicado oficial divulgado pela gestão, cerca de R$ 45 milhões em negociações concluídas continuam sem o devido repasse.

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A diretoria cobra dívidas em aberto decorrentes de transações como a saída do volante Raniele para o Corinthians e do meia Pepê para o Grêmio. O clube também exige valores pela ida de Joaquim Henrique ao Santos, atleta posteriormente negociado com o Tigres do México.

A lista de devedores apontada pela administração inclui ainda o Atlético-MG, embora o comunicado não detalhe quais operações específicas compõem o saldo do clube mineiro. O presidente Cristiano Dresch classificou o atraso dos rivais como calotes que prejudicam a saúde financeira do clube.

“O Cuiabá não teria chegado a essa situação se não fosse os calotes que sofremos do Corinthians, do Santos, do Grêmio e do Atlético-MG. Como que um clube que tem mais de R$ 42 milhões a receber passa por essa situação? Vou dar um jeito de pagar”, declarou Cristiano Dresch ao ge.

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Na nota enviada à imprensa, o Cuiabá cobrou da Confederação Brasileira de Futebol e dos órgãos de controle a aplicação efetiva do fair play financeiro. A SAF defende que haja o mesmo rigor na cobrança de débitos entre agremiações nacionais do que o aplicado por tribunais internacionais.

O clube aproveitou a oportunidade para criticar as diretrizes vigentes no futebol brasileiro sobre a rescisão antecipada de contratos de treinadores. A diretoria defende que a exigência de pagamento integral dos salários restantes gera obrigações desproporcionais e compromete o planejamento das equipes.

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*Sob supervisão de Marcos Jordão