O banco de investimentos BTG Pactual vai financiar a quitação de uma dívida tributária calculada em R$ 228 milhões à vista para viabilizar um novo projeto imobiliário e social. A operação financeira visa liquidar um débito fiscal milionário acumulado junto à Prefeitura de São Paulo.
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Segundo o g1, o plano de reestruturação foi apresentado pela diretoria do Jockey Club de São Paulo durante depoimento prestado à Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara Municipal. A entidade pretende utilizar os recursos do financiamento bancário para quitar pendências e manter o funcionamento de suas atividades locais.
A estimativa do clube é quitar o montante de R$ 228 milhões até o dia 30 de outubro para aproveitar descontos de um programa municipal de regularização. O valor original do débito tributário cobrado pela administração paulistana alcança a cifra de R$ 871 milhões em impostos atrasados.
O contrato prevê que o financiamento concedido pelo BTG Pactual seja pago por meio da venda de títulos de um novo clube privado projetado para 14 mil sócios. O passivo total do clube chega a R$ 1,3 bilhão ao somar débitos com o município, a União e empresas privadas.
Conheça a proposta do banco para o clube
A proposta apresentada aos parlamentares inclui ainda a criação de um parque público de 85 mil metros quadrados na área interna das pistas do hipódromo. A estrutura prevista contará com esplanada gramada, espaços para crianças e animais, bosques, trilhas e lagoas para contenção de águas pluviais.
A Procuradoria Geral do Município informou em nota que não há registro oficial de adesão do clube ao edital de regularização de débitos de grandes devedores. O órgão acrescentou que a dívida atualizada registrada nos cofres públicos soma R$ 912.509.419,38 em impostos devidos.
A busca por financiamento privado ocorre após o Tribunal de Justiça de São Paulo rejeitar o pedido de recuperação judicial apresentado pela associação civil. A 1ª Câmara Reservada de Direito Empresarial entendeu que o mecanismo legal é restrito por lei a empresários e sociedades empresárias.
O colegiado de desembargadores acolheu recursos apresentados por credores e negou a extensão da Lei de Recuperação de Empresas a associações sem fins lucrativos. A CPI instalada na Câmara Municipal investiga desde novembro de 2025 as dívidas tributárias e a aplicação de recursos no patrimônio histórico.
*Sob supervisão de Marcos Jordão






