Uma transferência milionária de um jovem meio-campista para o leste europeu virou pivô de um imbróglio nos tribunais. A dívida de R$ 524,8 mil em aberto gerou um embate contratual entre duas equipes de estados diferentes do futebol brasileiro.
Seis clubes tradicionais que já tiveram a falência decretada por dívida
Segundo o ge, o Boavista-RJ acionou a Justiça de São Paulo para cobrar R$ 524.899,61 mil do São Paulo Futebol Clube. O montante é relativo à negociação do meia Lucas Ferreira com o Shakhtar Donetsk, equipe da Ucrânia.
A negociação total com a equipe ucraniana foi selada em 10 milhões de euros em agosto de 2025 (cerca de R$ 63 milhões na cotação da época). O time do Rio de Janeiro possuía direito a 20% do valor líquido obtido no acordo.
A diretoria são-paulina recebeu a segunda parcela da transferência do atleta no início deste ano, mas atrasou o repasse. A gestão paulista propôs parcelar o débito de R$ 2,1 milhões em quatro vezes.
O clube carioca aceitou o parcelamento do montante, mas alegou que a parcela de junho não foi quitada. Sem retorno após notificação extrajudicial, o caso acabou levado para a 1ª Vara Cível do Butantã.
O Tricolor Paulista não contestou a existência da dívida, mas defendeu que a análise ocorra na CNRD. O Boavista rebateu citando a cláusula contratual que define a Justiça paulista para resolver o litígio.
*Sob supervisão de Marcos Jordão






