Duda Amorim se empolga com estreia do Brasil no handebol: ‘Faz a gente sonhar’

Catarinense valoriza atuação coletiva em vitória sobre a Espanha e diz que 'Gabi fez a diferença' 

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Campeã do mundo em 2013 pela seleção, Duda Amorim participou de quatro Jogos Olímpicos (Reprodução/Instagram)

Uma atuação de luxo para fazer os brasileiros sonharem com a primeira medalha no handebol em Jogos Olímpicos. Esse é o sentimento da catarinense Duda Amorim, campeã do mundo na modalidade em 2013, após acompanhar a vitória do Brasil sobre a Espanha por 29 a 18 nesta quinta-feira (25), em jogo realizado na Arena Paris Sul.

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A simbologia do triunfo vai além: trata-se da primeira vitória das brasileiras sobre as espanholas em confrontos oficiais. Um início mais do que promissor.

– Emocionante a estreia do Brasil. As atletas chegaram chegando, com muita confiança e foco – opina Duda.

– Estamos num grupo muito difícil, as meninas têm que usar a confiança desse jogo e ir passo a passo. Mas eu acredito. Uma estreia dessa faz a gente sonhar junto – completa.

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Na partida, o Brasil teve atuação coletiva praticamente perfeita. Para Duda, no entanto, o destaque individual foi a goleira Gabriela Moreschi.

– Gabi fez a diferença no jogo, principalmente no primeiro tempo. A Espanha ainda criou boas chances, mas a Gabi fechou o gol. Depois, o Brasil manteve o ritmo e desestabilizou as espanholas – avalia.

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Gabi teve teve 45% de aproveitamento na partida. Dos 31 arremessos adversários, defendeu 14. A atuação fez com que o nome da goleira tenha viralizado nas redes sociais.

Duda Amorim e as Olimpíadas

Duda sabe bem como é disputar uma Olimpíada. Atuou em Pequim (2008), Londres (2012), Rio (2016) e Tóquio (2020). Pela seleção brasileira, foi campeã mundial em 2013, sendo eleita melhor jogadora da competição, e ainda foi tricampeã pan-americana (2007, 2011 e 2019).

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Em eleição promovida pelo site Handball Planet, a catarinense de Blumenau foi escolhida como a melhor jogadora do mundo da década (2011/2020), por meio de votação popular.

Ela se aposentou no esporte em maio de 2022, quando atuava pelo CSM Bucareste, da Romênia. Desde estão, passou a se dedicar ao mestrado de gestão esportiva e realizou outro sonho: se tornou mãe. Duda ainda gerencia a carreira de atletas e faz parte do conselho de ética do Comitê Olímpico Brasileiro (COB):

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– Tenho minha agência de gerenciamento de carreira de atletas. Jhennifer e Kelly estão com minha agência. Tenho muito orgulho delas também por estarem em sua primeira olimpíada – destaca.

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O Brasil voltará à quadra da Arena Paris Sul no domingo, em confronto contra a Hungria, às 4h (de Brasília). Depois, ainda enfrenta França (atual campeã olímpica), Holanda e Angola, nessa sequência. Os quatro melhores colocados avançam às quartas de final. Para Duda, com certeza, as brasileiras estarão entre as classificadas.

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*Diego Guichard é correspondente da NSC em Paris.

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