Flamengo faz manobra para não perder titular com nova regra de estrangeiros da CBF

Clubes aprovaram redução gradual de estrangeiros à partir de 2027

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Leonardo Jardim, técnico do Flamengo, e José Boto, diretor de futebol (Foto: Gilvan de Souza, CRF)

Leonardo Jardim, técnico do Flamengo, e José Boto, diretor de futebol (Foto: Gilvan de Souza, CRF)

Os clubes das Séries A e B aprovaram nessa segunda-feira (21) a redução do limite de jogadores estrangeiros por jogo a partir de 2027. Após ter sido um dos dois únicos times a votar contra, o Flamengo estruturou uma manobra no planejamento para contornar as novas regras e não comprometer um titular do elenco profissional.

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O volante Jorginho não ocupará uma vaga no teto de gringos do Flamengo por possuir dupla cidadania e ser considerado brasileiro nato no registro oficial da CBF. Como votou contra a medida ao lado do Bahia, o Rubro-Negro buscava soluções regulamentares para gerir a alta concentração de atletas internacionais no plantel.

Embora tenha se naturalizado italiano para defender a seleção europeia, o meio-campista nasceu no Brasil e mantém seus direitos normais como jogador local perante a entidade organizadora.

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Essa condição alivia o cenário na Gávea, já que o clube possui dez nomes estrangeiros no elenco, incluindo Rossi, Varela, Pulgar, De la Cruz, Saúl, Arrascaeta, Carrascal, Plata, Valencia e Joaquin.

Entenda a nova regra da CBF

A nova diretriz da confederação prevê cortar a cota atual de nove relacionados para oito em 2027, até fixar o teto final em cinco atletas em 2030, visando abrir mais espaço para jovens formados nas categorias de base.

A proposta aprovada em assembleia teve o objetivo de promover uma transição gradual no futebol nacional, recebendo oposição apenas das diretorias de Bahia e Flamengo durante a votação.

O modelo progressivo adotado pela entidade busca justamente proteger os clubes que já possuem compromissos de longo prazo com atletas internacionais.

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*Sob supervisão de Marcos Jordão