Os clubes das Séries A e B aprovaram nessa segunda-feira (21) a redução do limite de jogadores estrangeiros por jogo a partir de 2027. Após ter sido um dos dois únicos times a votar contra, o Flamengo estruturou uma manobra no planejamento para contornar as novas regras e não comprometer um titular do elenco profissional.
Veja fotos da nova camisa oficial do Flamengo criada por torcedores
O volante Jorginho não ocupará uma vaga no teto de gringos do Flamengo por possuir dupla cidadania e ser considerado brasileiro nato no registro oficial da CBF. Como votou contra a medida ao lado do Bahia, o Rubro-Negro buscava soluções regulamentares para gerir a alta concentração de atletas internacionais no plantel.
Embora tenha se naturalizado italiano para defender a seleção europeia, o meio-campista nasceu no Brasil e mantém seus direitos normais como jogador local perante a entidade organizadora.
Essa condição alivia o cenário na Gávea, já que o clube possui dez nomes estrangeiros no elenco, incluindo Rossi, Varela, Pulgar, De la Cruz, Saúl, Arrascaeta, Carrascal, Plata, Valencia e Joaquin.
Entenda a nova regra da CBF
A nova diretriz da confederação prevê cortar a cota atual de nove relacionados para oito em 2027, até fixar o teto final em cinco atletas em 2030, visando abrir mais espaço para jovens formados nas categorias de base.
A proposta aprovada em assembleia teve o objetivo de promover uma transição gradual no futebol nacional, recebendo oposição apenas das diretorias de Bahia e Flamengo durante a votação.
O modelo progressivo adotado pela entidade busca justamente proteger os clubes que já possuem compromissos de longo prazo com atletas internacionais.
*Sob supervisão de Marcos Jordão













