“Quem tem que assumir é o Bernardinho”, Giovane Gávio fala sobre seleção brasileira e a estreia na Superliga com o Joinville Vôlei 

A equipe catarinense conquistou o acesso à elite após ser campeão da Superliga B

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Giovane Gávio se diz feliz com as contratações que o Joinville fez para a temporada e com a equipe competitiva que formou (Foto: Reprodução/NSC Total)

Giovane Gávio se diz feliz com as contratações que o Joinville fez para a temporada e com a equipe competitiva que formou (Foto: Reprodução/NSC Total)

Frio na barriga. É assim que o bicampeão olímpico Giovane Gávio define as expectativas para o começo da Superliga Masculina de Vôlei 2023/24 nesta sexta-feira (10). Em entrevista, o gestor do Joinville Vôlei falou sobre a estreia na elite do vôlei brasileiro, metas da equipe para temporada e quem gostaria de ver no comando da seleção brasileira.

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Em outubro, o técnico Renan Dal Zotto anunciou sua saída da seleção, logo depois de conquistar a vaga para Paris no pré-olímpico. Quem comandou a seleção no Pan foi Giuliano Ribas, com os auxiliares Ricardo Tabach e Maurício Thomas. Para Giovane, treinar a seleção já foi um sonho, mas não faz mais parte dos planos no momento. 

– Meu momento agora é de gestor, de empresário e assim quero estar. É uma pena que nosso amigo Renan, que é um cara extraordinário, não esteja em condições físicas para continuar até o final da olimpíada do ano que vem – lamenta. 

O bicampeão faz coro à torcida que sonha em ver Bernardinho novamente como técnico da seleção. Além de acreditar que é o melhor nome e extremamente competente, Giovane diz que seria a melhor solução a curto prazo.

– Quem tem que assumir é o Bernardinho. É o que está mais pronto e ainda tem uma uma ascensão muito forte com os jogadores que estão lá, acho que até a olimpíada do ano que vem a gente vai ganhar mais com o Bernardo retornando à seleção –  declarou. 

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Entre 2004 e 2016 o vôlei brasileiro viveu uma sequência de quatro finais olímpicas. Em Tóquio, o Brasil ficou de fora do pódio. Além disso, os maus resultados na Liga das Nações e no Sul-Americano pressionaram a equipe no pré-olímpico. Giovane vê essa dificuldade como resultado de um investimento maior de outras seleções no vôlei.  

– Estamos mal acostumados. Um quarto lugar na Olimpíada pra gente é ruim, mas o mundo inteiro está investindo muito tempo e muito dinheiro. Temos uma equipe extremamente competitiva, com Bruninho, Lucarelli, Lucão, que têm condições de fazer a diferença em momentos importantes, principalmente numa olimpíada, que tem um fator emocional muito grande – analisa.  

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Entre os novos nomes da seleção brasileira, um vai ser acompanhado de muito perto pelo gestor do Joinville. O ponteiro Henrique Honorato, eleito MVP do Pan, é um dos oito jogadores que a equipe contratou para a temporada. Giovane se diz feliz com as contratações e com a equipe competitiva que formou. 

– São jovens promessas que já conseguiram resultados muito importantes. O Michel, um central que ano passado foi o maior pontuador da Superliga, tá com a gente. Poder trazer o Brendle de volta para o meu projeto, um líder nato. Tem o Rhendrick, que é uma promessa, e tem o Honorato que tá aí servindo a seleção brasileira brilhantemente. Sem deixar de comentar também sobre os outros jogadores que foram a base que conseguiram a vitória da Superliga B – explica. 

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Sobre a Superliga Masculina de Vôlei 2023/24, Giovane vê essa temporada como uma das mais equilibradas dos últimos anos. Permanecer na elite é uma meta, mas Gávio se diz otimista, esperando uma boa colocação e mirando até nos playoffs. 

– Eu sou um pouco otimista e quero sonhar até com a semifinal da Superliga esse ano. Mas a gente sabe que o desafio é grande. Vamos entregar o nosso melhor dentro da quadra, se o melhor for suficiente pra gente vencer, a gente vai fazer festa. Se não, a gente vai aprender um pouquinho e na próxima, vamos fazer um pouquinho melhor.

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