Os clubes das Séries A e B aprovaram nessa segunda-feira (21) a redução do limite de jogadores estrangeiros por jogo a partir de 2027. Um dos times que votou a favor da mudança foi o Grêmio, que já encontrou uma solução interna imediata para não comprometer uma peça importante do elenco profissional.
Veja fotos antigas da construção do estádio do Grêmio
A diretoria do Grêmio e a comissão técnica de Renato Gaúcho garantiram um respaldo regulamentar importante para manter a estrutura do elenco em meio às novas exigências do futebol nacional.
O zagueiro Kannemann concluiu o processo de naturalização brasileira após completar dez temporadas no país e não ocupará vaga no limite de estrangeiros do Grêmio.
A situação do argentino se enquadra nos critérios estabelecidos que isentam atletas da contagem, como jogadores com dupla cidadania, nascidos no Brasil que defendem outros países ou com raízes nacionais. O caso do defensor chamou a atenção por ele ter nascido em Concepción del Uruguay e não possuir vínculo familiar com o Brasil.
A conclusão dos trâmites burocráticos ocorridos em março garante tranquilidade ao treinador para gerir o elenco diante das futuras restrições impostas pela entidade organizadora. O clube gaúcho consegue manter um de seus principais líderes defensivos sem comprometer as fichas de relacionados internacionais para os próximos anos.
Com o novo status do capitão tricolor no registro oficial da confederação, o Imortal abre margem na folha de estrangeiros para novas investidas no mercado de transferências. A estratégia de bastidores preserva o homem de confiança do comandante sem ferir o teto de atletas gringos nas competições.
Entenda a nova regra da CBF
A nova diretriz da confederação prevê cortar a cota atual de nove relacionados para oito em 2027, até fixar o teto final em cinco atletas em 2030, visando abrir mais espaço para jovens formados nas categorias de base.
A proposta aprovada em assembleia teve o objetivo de promover uma transição gradual no futebol nacional, recebendo oposição apenas das diretorias de Bahia e Flamengo durante a votação.
Apto para disputar a Copa do Mundo ao lado dos companheiros Gustavo Gómez e Ramón Sosa na seleção paraguaia, o meio-campista seguirá atuando no futebol brasileiro sem restrições contratuais ou regulamentares. O modelo progressivo adotado pela entidade busca justamente proteger os clubes que já possuem compromissos de longo prazo com atletas internacionais.
*Sob supervisão de Marcos Jordão













