Lanterna do Campeonato Catarinense, o Atlético-SC chega à despedida da elite do futebol no Estado, em jogo contra o Marcílio Dias a partir das 16h30min deste sábado (11), com pagamentos atrasados. A informação foi revelada na véspera do confronto pelo ge.com, segundo o qual os jogadores ainda não receberam os direitos de imagem referentes aos meses de janeiro e fevereiro, mas apenas o salário em carteira, que corresponde à menor parte dos ganhos.
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Funcionários do clube apadrinhado por Romário também estão sem receber há dois meses, ainda de acordo com o ge. O portal afirma que tentou contato com o presidente do Atlético, Daison Rodrigues, que não teria retomado, no entanto, os pedidos de entrevista.
Em reportagem que trata da campanha frustrante do Atlético, o ge identificou que o clube teve o menor número de gols entre todos os estaduais com algum representante de uma das duas primeiras divisões do Campeonato Brasileiro: apenas um, marcado em derrota por 3 a 1 para a Chapecoense.
A reportagem do ge lista ainda outros fatores que pesaram nos resultados ruins: a mudança recorrente de locais de treinamento, as trocas de técnico (foram três ao longo do Catarinense) e a montagem questionável do elenco, com medalhões midiáticos, casos de Romarinho e Fábio Henrique, filho e genro de Romário, respectivamente, além do lateral-direito Jean Belinho, filho do cantor Belo.
Fundado há três anos e sediado em São José, na Grande Florianópolis, o Atlético-SC chegou à primeira divisão do Catarinense em 2023, quando ganhou Romário como embaixador.
Ainda que sem participar ativamente da administração do clube, o ex-jogador e atual senador viabilizou um contrato da equipe com o Banco Inove. A campanha na elite acabou ficando aquém do esperado, no entanto, na avaliação do próprio padrinho.
— O desempenho foi vergonhoso, mas isso é futebol — disse Romário, em mensagem ao ge.
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