Treinador do Real Madrid, Mourinho entra na discussão pela final da Copa do Mundo 2030: “Gostaria que fosse em Lisboa, mas se você pode jogar em um estádio lendário e histórico, deveria ser no Bernabéu”

Impasse pelo palco da finalíssima do próximo Mundial gerou debate nos bastidores do futebol

Compartilhe:
Técnico português está de volta ao Real Madrid (Foto: Wikimedia Commons, Divulgação)

Técnico português está de volta ao Real Madrid (Foto: Wikimedia Commons, Divulgação)

José Mourinho concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira (11) no Santiago Bernabéu antes da partida do Real Madrid contra o Rayo Vallecano e opinou sobre a sede da final da Copa do Mundo de 2030. O treinador comentou a disputa entre as sedes do torneio, organizado em conjunto por Espanha, Portugal e Marrocos.

Continua após a publicidade

Veja fotos do projeto do Hassan II, maior estádio do mundo, que pode ser palco da final da Copa do Mundo de 2030

Mourinho destacou o valor histórico da casa merengue, o Santiago Bernabéu, quando perguntado sobre o local ideal para a decisão. O treinador defendeu que partidas desse porte devem ocorrer em palcos de grande tradição e representatividade para o futebol mundial.

Embora tenha brincado ao revelar a preferência pessoal por Lisboa, o técnico ressaltou que a análise aponta o estádio de Madri como a escolha mais adequada para o evento.

Continua após a publicidade

“Há uma diferença entre onde deveria ser e onde eu gostaria que fosse. Me perdoem (risos), mas eu gostaria que fosse em Lisboa. E minha resposta não é porque sou o técnico do Real Madrid; minha resposta é que, se você pode jogar em um estádio lendário e histórico, onde alguns dos maiores jogadores da história já jogaram… deveria ser aqui. E eu diria a mesma coisa se fosse o técnico do Benfica”, disse Mourinho.

A manifestação do treinador ocorre enquanto a entidade máxima do futebol reitera que a escolha da praça esportiva para a grande final segue oficialmente em aberto.

O presidente da federação marroquina, Fouzi Lekjaa, gerou repercussão ao sugerir publicamente que a decisão da competição seria disputada no estádio Hassan II, localizado na província de Benslimane, próximo a Casablanca.

Um porta-voz oficial da FIFA procurou a imprensa para enfatizar que a escolha da praça esportiva do duelo decisivo será tomada no momento oportuno pela própria instituição internacional.

Entenda o plano do Marrocos para sediar a final da Copa

O plano marroquino gira em torno do Estádio Hassan II, cuja capacidade máxima será de 115 mil pessoas. O anúncio oficial do projeto foi feito pelo Reino de Marrocos em outubro de 2023, prevendo um gasto de R$ 2,4 bilhões na arena, que será erguida na região de Benslimane até o fim de 2027.

Continua após a publicidade

O governo comunicou que faria reformas profundas para se adequar ao “Padrão Fifa” em praças esportivas de Tânger, Casablanca, Rabat, Agadir, Marrakech e Fez, em remodelações orçadas em cerca de R$ 2,9 bilhões.

No total, o reino marroquino já gastou mais de 1 bilhão de dólares em estádios (mais de R$ 5 bilhões na conversão), impulsionado pelo crescimento estrutural obtido após a histórica campanha que levou a seleção nacional à semifinal da Copa do Mundo de 2022, no Catar.

Continua após a publicidade

Segundo a imprensa espanhola, o entendimento desenhado aponta para a disputa da grande final mantida no reformado Santiago Bernabéu, em Madri, enquanto uma das semifinais da Copa do Mundo aconteceria no inédito Estádio Hassan II.

Para que o acordo seja selado e os marroquinos aceitem ceder o palco da decisão, a costura política prevê dar ao Reino de Marrocos, como uma forma de compensação financeira e esportiva, a oportunidade de sediar de forma exclusiva a Copa do Mundo de Clubes da Fifa de 2029.

Continua após a publicidade

*Sob supervisão de Marcos Jordão