O Canal de Acesso ao Complexo Portuário de Itajaí está fechado há mais de 20 horas devido à forte correnteza provocada pelas chuvas intensas que atingiram o Rio Itajaí-Açu nos últimos dias. A impraticabilidade total foi determinada pela Autoridade Marítima às 16h20min dessa segunda-feira (31), e suspendeu as manobras de entrada e saída de navios no porto.
Desde o fechamento do canal, quatro embarcações aguardam para entrar no terminal e um navio, que já está dentro do porto, espera a reabertura para conseguir sair da cidade. Segundo a Delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí, a medida foi necessária já que a equipe constatou que a velocidade da corrente ultrapassou os parâmetros estabelecidos para a realização segura das manobras.
Até o início da tarde dessa terça-feira (1º), a medida segue em vigor e ainda não há previsão de quando o canal deve ser reaberto. De acordo com a Superintendência, a segurança é prioridade no momento.
Fortes chuvas trazem cenário severo ao Porto de Itajaí
Além de tornar as condições de navegação extremamente adversas, o grande volume de água proveniente de toda a bacia hidrográfica provoca intenso transporte de sedimentos para o canal de acesso, acelerando o processo de sedimentação e podendo causar perda rápida de profundidade em determinados trechos.
A combinação de forte correnteza, elevado volume de água, chuvas persistentes, ventos e intenso transporte de sedimentos estabelece um cenário excepcionalmente severo para o Porto de Itajaí.
A impraticabilidade total permanecerá enquanto a correnteza estiver acima dos parâmetros de segurança estabelecidos pela Autoridade Marítima. Neste momento, não há data definida para uma nova análise das condições do canal. A retomada das manobras de entrada e saída de navios ocorrerá somente quando as condições permitirem a navegação segura.
Draga Hopper segue trabalhando no canal
Mesmo diante desse cenário, a draga Hopper TSHD Utrecht permanece em operação no canal desde domingo (30), atuando na retirada dos sedimentos depositados no fundo.
A continuidade da dragagem é vista como fundamental para combater os efeitos do assoreamento e contribuir para a recuperação das condições adequadas de profundidade, à medida que o cenário hidrológico permite a execução segura e eficiente dos serviços.





