Pacote de sete ferrovias soma 800 km, corta 4 regiões do Brasil e terá primeiros leilões neste ano; confira as rotas

Ministério dos Transportes apresentou sete trechos de ferrovias em seis estados; trens poderão transportar cargas e passageiros

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Pacote de 7 ferrovias de 800 km cortam estados de 4 regiões do país e terá primeiros leilões neste ano (Foto: Anut, Divulgação)

Um pacote com sete projetos ferroviários de curta extensão, que juntos chegam a cerca de 809 quilômetros de extensão, foi apresentado nesta terça-feira (15) pelo Ministério dos Transportes. A malha se espalha por quatro regiões do país e pelo menos dois trechos devem ser leiloados ainda neste ano.

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A proposta reúne projetos voltados ao transporte de cargas e passageiros nos estados do Rio Grande do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraíba e no Distrito Federal.

Ferrovias ‘shortline’ terão modelo diferente de concessão

Segundo informações da Abifer (Associação Brasileira de Indústria Ferroviária) sete projetos serão oferecidos por meio de chamamento público e poderão ser explorados pelo modelo de autorização ferroviária, criado pelo Marco Legal das Ferrovias de 2021.

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Diferentemente de uma concessão tradicional, a autorização permite que empresas privadas implantem e operem os trechos por conta própria, seguindo as regras estabelecidas pela legislação.

O governo ainda não definiu quais projetos serão escolhidos para os primeiros leilões, mas, à imprensa, o ministro dos Transportes, George Santoro, explicou que os vencedores terão até dois anos para elaborar e apresentar os projetos dos trechos.

São dois anos que ele [o proponente vencedor] vai me dar um projeto que pode ser viável ou não viável. Se ele precisar de dinheiro público, eu reabro, como na otimização, e levo a mercado.

Veja os 7 trechos ferroviários

Os projetos têm diferentes finalidades, desde o escoamento de produtos agrícolas e minerais até o transporte regional de passageiros. Veja os trechos:

  1. Cruz Alta – Santo Ângelo (RS): 108 km, com potencial para soja, milho e fertilizantes.
  2. Santo Ângelo – Santa Rosa (RS): 65 km, voltado à integração de cooperativas e movimentação de cargas.
  3. Roncador Novo – Jardim Ingá (GO): 245 km, com possibilidade de conexão a um porto seco.
  4. General Carneiro – Miguel Burnier (MG): 92 km, com potencial para minério, siderurgia e turismo.
  5. Aguaí – Bauxita (SP/MG): 75,4 km, conectado à rede ferroviária paulista.
  6. Campina Grande – Cabedelo (PB): 163,2 km, formando um corredor logístico multimodal e com integração urbana.
  7. Brasília – Luziânia (DF/GO): 60,5 km, destinado ao transporte regional de passageiros.

Atraso no calendário de leilões

Dos oito projetos ferroviários previstos para 2026, somente o corredor Minas-Rio tem leilão oficialmente marcado, com data prevista para 17 de dezembro. Os sete chamamentos apresentados nesta terça-feira não faziam parte da carteira inicial divulgada pelo governo federal.

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Para o ministro dos Transportes, a expectativa é de que, nos próximos anos, os leilões de projetos ferroviários entrem em fases finais e amadureçam.

“O próximo governo vai ter um monte de leilões já [com editais] publicados ou em fase final de marcação. Demoraram muito essas discussões no tribunal [TCU], muito mais do que a gente achava que ia demorar. Demoraram mais de oito meses as discussões. Eu acho que agora está muito maduro”, completou Santoro.