A companheira do empresário Carlo Fabio Tomelin, de 48 anos, se tornou ré pela morte dele após a Justiça receber a denúncia apresentada pelo Ministério Público. A mulher responde pelo crime de homicídio qualificado com recurso que dificultou a defesa da vítima.
Segundo a denúncia, ela teria percebido que o companheiro estava na parte externa do veículo e, mesmo assim, conduziu de forma brusca pelas ruas de Indaial, provocando a queda dele. O empresário sofreu traumatismo cranioencefálico, chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu.
A mulher será intimada para apresentar a defesa. Depois dessa etapa, a Justiça decidirá se ela vai a júri popular ou não. A família de Fábio disse, em nota, que a decisão de torná-la ré é um passo importante na busca por respostas, mas que isso não diminui a dor da perda.
Polícia não viu crime, mas Justiça entendeu diferente
O caso ocorreu na noite de 31 de maio, após um desentendimento durante um evento em Blumenau. O homem teria voltado sozinho para casa, em Indaial, e, mais tarde, a mulher teria chegado à residência e os dois tiveram uma nova discussão. Conforme a acusação, Carlo tentou impedir que ela deixasse o local com o carro.
A mulher teria entrado no veículo e iniciado a manobra para sair do imóvel. Para impedi-la, o homem teria se pendurado no estribo do automóvel, pelo lado do motorista. Segundo a denúncia, a mulher percebeu que o empresário estava na parte externa do carro e fez movimentos para frente e para trás.
Depois de acessar a via pública, teria conduzido o automóvel de forma brusca pelas ruas de Indaial, provocando a queda da vítima, que sofreu traumatismo cranioencefálico e morreu. A Polícia Civil abriu um inquérito e, ao fim do processo, afirmou que a mulher não cometeu nenhum crime.
O Ministério Público, porém, decidiu denunciá-la mesmo assim, sustentando outra visão: de que a companheira de Carlo sabia que a vítima estava presa ao veículo e, mesmo assim, prosseguiu com a condução.
“Foi uma situação que terminou de forma trágica. Diante dos elementos apurados, o Ministério Público ofereceu a denúncia para que a Justiça analise a responsabilidade da acusada”, afirma Lucas Carvalho Mattiola, promotor de Justiça Substituto da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Indaial.
