Aos 79 anos, guitarrista famoso transforma antiga área agrícola em floresta com mais de 100 mil árvores

Brian May recuperou 63 hectares no interior da Inglaterra, onde árvores nativas, flores silvestres e novos habitats abriram espaço para a vida selvagem

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Brian May em meio às mudas plantadas no May’s Wood, projeto criado para transformar antigas terras agrícolas em habitat para a vida selvagem. (Foto: Reprodução/BrianMay.com)

Brian May em meio às mudas plantadas no May’s Wood, projeto criado para transformar antigas terras agrícolas em habitat para a vida selvagem. (Foto: Reprodução/BrianMay.com)

Conhecido pelos solos de guitarra que ajudaram a definir o som do Queen, Brian May passou os últimos 13 anos envolvidos em uma transformação bem diferente dos palcos. Isto por que, em uma antiga área agrícola no interior da Inglaterra, o guitarrista ajudou a plantar mais de 100 mil árvores e arbustos para recuperar a vegetação e abrir espaço para a vida selvagem.

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O terreno fica em Bere Regis, no condado de Dorset, e ocupa 157 acres, aproximadamente 63 hectares. O trabalho começou em 2013 e mudou gradualmente a paisagem local: onde predominavam terras utilizadas pela agricultura, hoje há bosques, campos de flores silvestres, vegetação rasteira e áreas abertas.

Ao todo, o May’s Wood chegou à marca de 101 mil árvores e arbustos nativos plantados. A iniciativa também criou novos habitats para insetos, aves e pequenos mamíferos, numa tentativa de devolver biodiversidade a uma área modificada durante anos pela atividade agrícola.

Como nasceu o May’s Wood

A primeira etapa ocorreu em setembro de 2013. May se juntou a moradores de Bere Regis para iniciar o plantio e, somente naquele dia, cerca de 600 árvores e arbustos foram colocados no terreno.

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Desde o começo, a intenção não era simplesmente cobrir toda a propriedade com árvores. O planejamento previa diferentes tipos de ambiente, com bosques intercalados por campos, vegetação baixa e flores silvestres. Essa variedade permitiria oferecer abrigo e alimento a espécies distintas conforme a área se recuperasse.

O nome May’s Wood surgiu entre os próprios moradores e acabou incorporado à iniciativa. Nos anos seguintes, novos plantios ampliaram a cobertura vegetal até superar a meta inicial de 100 mil exemplares nativos.

Com o crescimento das árvores, a mudança deixou de ser percebida apenas pelos números. A vegetação amadureceu, extensões de flores silvestres se espalharam pelo terreno e animais passaram a encontrar novos espaços para alimentação e abrigo.

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De terra agrícola a refúgio

No décimo aniversário do May’s Wood, o cenário já era bastante diferente daquele encontrado no início do projeto. Uma atualização divulgada em 2024 contabilizava 101 mil árvores e arbustos nativos nos 157 acres, além das áreas reservadas à vegetação natural.

O planejamento também procurou conectar o terreno a outros espaços destinados à fauna na região. Com isso, o bosque passou a funcionar como parte de uma paisagem mais ampla, em vez de permanecer como uma faixa verde isolada em meio às propriedades rurais.

O trabalho está ligado à atuação ambiental que May mantém há anos. O guitarrista fundou a Save Me Trust, organização dedicada à proteção de animais silvestres, e participa de campanhas relacionadas à conservação da fauna britânica.

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Outra frente apoiada pelo músico é a Harper Asprey Wildlife Rescue, organização que atua no atendimento de animais como raposas, texugos, ouriços e cervos. A defesa da fauna, portanto, ajuda a explicar por que a recuperação de May’s Wood foi planejada para criar habitats, e não apenas uma nova área arborizada.

Do Queen à astrofísica

A relação de Brian May com a ciência começou muito antes da criação do bosque. Antes de alcançar fama mundial com o Queen, ele estudou Física e Astronomia no Imperial College London e iniciou uma pesquisa de doutorado.

A ascensão da banda nos anos 1970 interrompeu a carreira acadêmica. Mais de três décadas depois, May retomou os estudos e concluiu, em 2007, o doutorado em astrofísica, com uma pesquisa sobre poeira interplanetária.

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Na música, sua trajetória atravessa mais de meio século. Integrante da formação clássica do Queen ao lado de Freddie Mercury, Roger Taylor e John Deacon, May escreveu algumas das músicas mais conhecidas do grupo, entre elas “We Will Rock You”, “I Want It All”, “Who Wants to Live Forever” e “The Show Must Go On”.

A própria guitarra que se tornou uma de suas marcas nasceu fora de uma fábrica. May construiu a Red Special com o pai ainda jovem e manteve o instrumento ao longo da carreira. Com ela, participou de momentos históricos do Queen, entre eles a apresentação no Live Aid, em Wembley, em 1985.

Uma transformação de 13 anos

2013 cresceram e deram origem a novos bosques. Entre elas, campos de flores silvestres, vegetação rasteira e trechos abertos formam diferentes ambientes para a fauna que voltou a encontrar abrigo no local.

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O trabalho, porém, não termina apenas com o crescimento das árvores. À medida que a floresta amadurece, o objetivo é preservar essa diversidade e permitir que a natureza recupere boa parte do espaço perdido durante décadas de atividade agrícola.

Treze anos depois do primeiro plantio, 101 mil árvores e arbustos ocupam os 63 hectares do May’s Wood. Longe dos palcos que fizeram Brian May conhecido no mundo inteiro, o antigo campo agrícola se tornou um projeto permanente de conservação e um legado que continuará crescendo com ajuda da própria floresta.

*Material feito com ajuda da inteligência artificial e revisado por jornalistas.