Baleia rara que mobilizou resgate da PRF em praia do Sul de SC morre após dois dias de reabilitação

Fêmea juvenil recebeu cuidados intensivos durante 24 horas por dia em Florianópolis; necropsia deve investigar as causas da morte

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Cachalote-pigmeu resgatada em Balneário Gaivota morreu após permanecer dois dias e meio em reabilitação (Foto: R3 Animal, Reprodução)

A cachalote-pigmeu resgatada com vida após encalhar em Balneário Gaivota, no Sul de Santa Catarina, morreu na manhã de quinta-feira (17). A informação foi confirmada pela R3 Animal, responsável pela reabilitação do animal em Florianópolis.

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A fêmea juvenil tinha aproximadamente 1,80 metro de comprimento e pesava 76,5 quilos. Conforme a instituição, o estado de saúde começou a piorar gradualmente durante a noite de quarta-feira (16), até a morte na manhã seguinte.

Cachalote permaneceu dois dias sob cuidados intensivos

Após ser encontrada encalhada, a cachalote recebeu os primeiros socorros da Educamar e foi estabilizada ainda na praia. Em seguida, foi transportada por cerca de 250 quilômetros em uma UTI móvel até o Centro de Reabilitação da R3 Animal, no Parque Estadual do Rio Vermelho, em Florianópolis.

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A operação mobilizou equipes especializadas e a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Durante a viagem pela BR-101, o veículo precisou manter velocidade constante e evitar solavancos e curvas bruscas para diminuir o estresse e a agitação do animal.

O cuidado também permitia que os profissionais mantivessem a cachalote hidratada fora d’água. A PRF mobilizou os postos existentes entre o Sul do Estado e a capital para auxiliar no deslocamento da equipe.

Em Florianópolis, a fêmea permaneceu dois dias e meio sob cuidados intensivos. Profissionais e voluntários se organizaram em plantões para acompanhá-la dentro da piscina durante 24 horas por dia.

Segundo a R3 Animal, a cachalote chegou a apresentar pequenos sinais de melhora no nado. A equipe também realizou hidratação, administrou medicamentos e permaneceu de prontidão para alimentá-la com uma papa de peixe por meio de uma sonda.

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Necropsia investigará causa da morte de baleia rara

Uma necropsia será realizada para investigar as possíveis causas da morte. O procedimento também permitirá a coleta de amostras biológicas que poderão ser utilizadas em estudos científicos relacionados à conservação da espécie.

Conforme a R3 Animal, a reabilitação de cetáceos é considerada delicada e desafiadora, principalmente no caso de espécies oceânicas que vivem em águas profundas, como a cachalote-pigmeu. Esses animais são sensíveis ao estresse e ainda existem limitações no conhecimento sobre os cuidados necessários durante a recuperação.

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Mesmo após apresentar sinais de melhora, o quadro de saúde de um animal pode mudar rapidamente. A instituição destacou que os esforços empregados em cada atendimento contribuem para a conservação das espécies, mesmo quando a reabilitação não termina com a devolução à natureza.