Com 40% do território coberto por Mata Atlântica, animais silvestres “invadem” creches e casas e mobilizam resgates em cidade de SC

Corujas, lagartos e cobra estão entre os animais resgatados em Jaraguá do Sul, cidade que tem cerca de 40% de Mata Atlântica

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Resgate de fauna em Jaraguá do Sul

Doze resgates de fauna foram registrados em Jaraguá do Sul (Foto: Prefeitura de Jaraguá do Sul, Divulgação)

Doze resgates de animais silvestres em Jaraguá do Sul, cidade do Norte catarinense, foram registrados na última semana. Entre os resgates estão o recolhimento de dois filhotes de coruja chamada mocho-do-diabo, um filhote de jararaca, um lagarto e uma família de gambás encontrados em uma creche da cidade, dormindo no playground.

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Os registros foram feitos pela Fujama (Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente), e também faz parte da rotina de educação ambiental do município que tem 40% do território coberto por Mata Atlântica. Tanto que, durante o resgate na creche, o biólogo Christian Raboch Lempek aproveitou audiência atenta dos alunos e deu uma pequena aula sobre a importância da preservação das espécies.

Veja foto dos animais silvestres em Jaraguá do Sul:

“Com aumento da temperatura, alguns desses animais ficam mais ativos e saem da toca para buscar alimento em especial os répteis”, disse. Segundo o biólogo, pela cobertura de Mata Atlântica é normal que espécies nativas acabem perto ou dentro de áreas residenciais.

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“Lembrando que a pessoa tem que solicitar o resgate somente se o animal estiver em perigo iminente pra ele ou pra pessoa. Se tiver um gambá em cima de uma árvore ou se tiver um lagarto e um terreno baldio ou algo assim não precisa solicitar resgate. Eles estão no ambiente deles”, disse.

Por outro lado, se o animal for encontrado encurralado, não consegue sair, ou está ferido, o morador pode solicitar o resgate pelo telefone (47) 3409-0290,  das 8h às 11h30 e das 13h às 16h30. Fora deste horário, este serviço pode ser solicitado por meio de telefone de emergência 193 dos Bombeiros Voluntários.

“Na dúvida, não saia pegando o bicho, principalmente serpentes. Manda uma mensagem para nós da Fujama com uma foto do animal. Assim a gente certificar, por exemplo se é uma dormideira, espécie inofensiva, ou uma jararaca, cobra peçonhenta, para a gente passar certinho as recomendações até a chegada da equipe no local da ocorrência”, orienta Christian Raboch.

Entre os espécimes resgatados no Município os mais comuns são gambás e serpentes. “Os gambás praticamente a gente resgata o ano todo já répteis como lagartos e cobras geralmente na época da primavera e do verão”, observou o biólogo.

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Das espécies recolhidas neste dia atípico apenas os filhotes de corujas não foram devolvidos à natureza e devem ser encaminhados a um centro de reabilitação. Os demais serão soltos em áreas de preservação ambiental.