Três novas espécies da aves foram registradas na região de Joinville, no Norte catarinense, durante uma expedição do COA Joinville, acompanhado por um grupo de biólogos. O local explorado foi a Serra Queimada, na divisa com a cidade de Campo Alegre. Registros fotográficos revelaram na região o Peito-pinhão (Castanozoster thoracicus), o Caminheiro-de-barriga-acanelada (Anthus hellmayri) e o Estalinho (Phylloscartes difficilis).
Conforme Alexandre Grose, doutor em Zoologia e presidente do COA (Clube de Observadores de Aves de Joinville), os animais nunca tinham sido vistas antes pela região. Havia apenas um relato, não formal, do Estalinho, porém, para confirmar a presença é necessário gravar o som ou registrar uma foto. O que foi possível nesta última expedição.
Veja fotos dos animais:
O local explorado, a Serra Queimada, fica a cerca de 1.200 m de altitude. “A gente fez um trajeto longo de carro e depois fez aí uma caminhada de duas horas, aproximadamente, para chegar nesse trecho que a gente chama de campos de altitude. É uma área que não tem muita vegetação alta, mas ele é naturalmente assim, como lá é muito alto, as árvores acabam não crescendo”, explica ao NSC Total.
A importância sobre o registro das aves está justamente na conscientização e na educação ambiental em Joinville. Segundo Grose, o objetivo do COA é registrar 500 espécies, atualmente são 495.
“Os registros e avistamentos mostram o quanto Joinville é rica em espécies, como ela tem uma diversidade muito grande de aves. E isso é um fator que contribui muito para a atividade de turismo de observação de aves, que a gente considera uma atividade importante de educação ambiental, de turismo e de valorização da natureza”, destaca.
Expedições buscam novas espécies em Joinville
As saídas são organizadas periodicamente pelo COA Joinville e reúnem pessoas interessadas na observação de aves. No caso da expedição à Serra Queimada, porém, o grupo foi mais restrito e formado por participantes experientes, devido às dificuldades para chegar ao local.
“Essa saída foi um pouco mais técnica, digamos assim, com pessoas mais experientes, porque o local tem uma restrição por ser longe, por ser alto, por ser uma caminhada um pouco mais longa. Então não dava para convidar qualquer pessoa”, explicou.
Além de Alexandre Grose, a expedição contou com a presença do guia e biólogo Leandro Corrêa e dos biólogos Guilherme Melo e Maíra Marenzi. A saída serviu como uma primeira exploração da área e, depois da confirmação das espécies, a expectativa é que outros observadores também tenham interesse em conhecê-las.



