O lagarto Tropidurus imbituba, pequeno réptil incluído na categoria Criticamente em Perigo na atualização publicada pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente, pode estar sendo empurrado para extinção pelo turismo e pela proximidade com o Porto de Imbituba, aponta o Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade (Salve), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
É que este lagarto só foi encontrado no Morro do Farol, na Praia da Vila em Imbituba, em uma área estimada de 600 metros quadrados. Ao todo, o morro tem aproximadamente 1,2 mil metros de comprimento, 500 metros de largura e chega a 100 metros acima do nível do mar.
Embora parte do Morro do Farol esteja relativamente preservada, a área não integra uma unidade de conservação e sofre diferentes pressões, entre elas estão a intensa circulação de turistas, principalmente durante o verão, o acúmulo de lixo e a proximidade com o porto.
As atividades portuárias, segundo a Salve, já ocupam a parte oeste do morro, o que teria contribuído para a descaracterização de parte do habitat deste animal. A reportagem entrou em contato com o Porto de Imbituba e aguarda posicionamento. O espaço segue aberto.
Classificação estadual indica risco extremo
Pela resolução estadual, uma espécie é classificada como Criticamente em Perigo quando as evidências disponíveis apontam risco extremamente elevado de extinção na natureza.
A classificação catarinense difere da avaliação disponível no sistema federal do ICMBio, na qual o Tropidurus imbituba aparece como Dados Insuficientes. Nesse caso, a justificativa é a existência de uma dúvida taxonômica: estudos preliminares indicam que o animal pode pertencer à mesma espécie de algumas populações atualmente identificadas como Tropidurus torquatus.
A categoria Dados Insuficientes não significa ausência de risco. Ela indica que ainda não existem informações suficientes para uma avaliação federal direta ou indireta sobre a possibilidade de extinção.
Com a inclusão na lista estadual, o Tropidurus imbituba passa a contar com a proteção prevista na legislação. A resolução também determina que o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina proponha ações, planos ou programas de conservação para as espécies ameaçadas.





