nsc
    dc

    APÓS CRÍTICAS 

    16 bons filmes brasileiros feitos nos últimos 10 anos para o presidente ver no feriado 

    Entre os longas-metragens de ficção selecionados, estão títulos premiados em festivais internacionais e que retratam a realidade brasileira 

    30/12/2019 - 11h00

    Compartilhe

    Anna
    Por Anna Rios
    Bacurau o longa conquistou o Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 2019.
    Bacurau o longa conquistou o Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 2019.
    (Foto: )

    "Há quanto tempo a gente não faz um bom filme no país?". Esse foi o questionamento de Jair Bolsonaro em mais um ataque à produção audiovisual brasileira. Em uma live nas redes sociais na última quinta-feira (26), o presidente defendeu que os filmes nacionais não sejam destinados apenas às minorias mas, sim, que contem a história do Brasil e promovam uma "releitura do período da ditadura militar".

    Contrapondo as críticas do presidente, selecionamos 16 filmes que, nos últimos 10 anos, trataram de temas de interesse da população, como violência e relações sociais, e contaram a trajetória de personagens brasileiros nas telonas. Muitos deles também foram reconhecidos em premiações internacionais, casos recentes de Bacurau e A Vida Invisível, que ganharam troféus inéditos para o país neste ano no Festival de Cannes. Confira:

    Bacurau (2019)

    Lançamento brasileiro mais badalado do ano. Dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, o longa conquistou o Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 2019. Segundo Mendonça Filho, o Brasil foi o grande inspirador de Bacurau. O utópico e diversificado povoado do Sertão retratado no longa carrega uma simbologia e um tom político por vezes sutil, por vezes explícito, ao mostrar a ameaça de violentos invasores estrangeiros.

    A Vida Invisível (2019)

    Segundo Fernanda Montenegro, que tem uma participação no longa, A Vida Invisível é “uterino” e “vaginal”. O filme fala sobre a condição da mulher na sociedade brasileira através da figura de duas irmãs. Cúmplices nas pequenas subversões do dia a dia, elas encontram uma na outra o suporte para encarar o machismo que permeia as relações sociais e mostra-se encravado na instituição familiar, algo que passa de geração em geração.

    O Lobo Atrás da Porta (2014)

    Um dos melhores filmes brasileiros no gênero de suspense, O Lobo Atrás da Porta foi vendido para mais de 20 países. A história foi inspirada no caso policial de 1960 conhecido como Fera da Penha, em que uma mulher é acusada de sequestrar uma criança de quatro anos após uma relação extraconjugal com o pai da menina.

    Boi Neon (2015)

    Boi Neon levou para o cinema um cenário bem brasileiro: o sertão nordestino. O filme acompanhou a história de um vaqueiro que viaja pelo Nordeste trabalhando em vaquejadas. Seu maior sonho é começar uma nova carreira como estilista. O longa conquistou, em 2015, o prêmio especial do júri na mostra Horizontes no Festival de Veneza.

    Tropa de Elite 2 (2010)

    Tropa de Elite 2 entrou para a história em 2010 ao se tornar o filme brasileiro mais visto no cinema, superando Dona Flor e Seus Dois Maridos, longa que ocupava o primeiro lugar desde 1976. A continuação da história mostrou a famosa figura do Capitão Nascimento combatendo uma rede criminosa que interliga traficantes nos morros, políticos em gabinetes e milicianos circulando por esses dois ambientes.

    O Som ao Redor (2012)

    Os ruídos emitidos pelas grandes cidades brasileiras em seus processos de urbanização descontroladas e estratificação social aguda são o pano de fundo para O Som Ao Redor, filme de Kleber Mendonça Filho. O longa retrata a rotina de moradores de uma rua de classe média na zona sul de Recife que, às voltas com problemas de segurança, começam a conviver com uma equipe de segurança privada que se instala no local.

    Aquarius (2016)

    A parceria entre Kleber Mendonça Filho e a atriz Sônia Braga veio muito antes de Bacurau. Em 2016, a dobradinha esteve em Aquarius, produção que criticou a especulação imobiliária no Recife ao mostrar uma jornalista aposentada lutando por sua permanência no edifício onde morou a vida toda, alvo do interesse de uma construtora. O longa competiu pela Palma de Ouro do Festival de Cannes e recebeu diversos prêmios internacionais.

    Benzinho (2018)

    Benzinho falou sobre relações familiares e o desejo dos jovens de morar fora do Brasil. No longa de Gustavo Pizzi, uma mãe precisa lidar com a partida prematura de seu filho mais velho, que vai tentar a vida como jogador de handebol na Alemanha. A violência doméstica também é retratada na produção, que venceu o prêmio de melhor filme pelo júri e pela crítica do Festival de Málaga e pelo júri do Festival de Cinema Luso-brasileiro de Santa Maria da Feira.

    Que Horas Ela Volta? (2015)

    Que Horas Ela Volta? virou um fenômeno popular ao abordar as mudanças sociais no país a partir da relação de uma família da classe alta de São Paulo com sua empregada doméstica de origem nordestina (interpretada por Regina Casé). O filme de Anna Muylaert garantiu troféus em premiações internacionais, como no Festival de Sundance e de Berlim.

    Divino Amor (2019)

    Divino Amor se passa no ano de 2027, em um Brasil ultranacionalista e focado na família tradicional. Nesse futuro imaginário, a doutrina evangélica e a agenda conservadora guiam o país, o Carnaval foi trocado por uma grande rave de louvação cristã, as mulheres vão à praia cobertas até o pescoço e há um sistema público que regula a fertilidade feminina.

    É quase uma versão cinematográfica da série The Handmaid's Tale.

    O Menino e o Mundo (2013)

    A animação brasileira escrita e dirigida por Alê Abreu representou, em 2016, o Brasil no Oscar ao ser um dos cinco indicados à melhor filme de animação — o primeiro brasileiro a aparecer nessa categoria. O longa não chegou a vencer o Oscar, mas foi eleito como melhor filme estrangeiro no Annie Awards, um dos prêmios mais importantes no que diz respeito a filmes animados.

    Bingo (2017)

    A vida profissional e pessoal do palhaço Bozo foram retratadas no filme Bingo – O Rei das Manhãs. No longa de Daniel Rezende, quem interpreta a estrela infantil é Vladimir Brichta, com foco na rotina de sexo, drogas e luta pela audiência vivida por Arlindo Barreto –

    o homem por trás do nariz vermelho do Bozo.

    Hoje eu Quero Voltar Sozinho (2014)

    Fortemente aplaudido pelo público ao ser exibido na mostra Panorama do Festival de Berlim, Hoje Eu Quero Voltar Sozinho mostrou, com sensibilidade, a descoberta da sexualidade e as dificuldades para conquistar a independência de um adolescente que nasceu cego e é superprotegido pela mãe.

    O Filme da Minha Vida (2017)

    Com direção de Selton Mello, O Filme da Minha Vida possui um cenário bem conhecido no Rio Grande do Sul: a Serra. Bento Gonçalves e outras sete cidades da região receberam gravações do longa em 2015. A trama se passa em 1963 e gira em torno da busca de um filho pelo pai que desapareceu de sua vida inesperadamente e sem deixar rastros.

    O Animal Cordial (2018)

    A diretora Gabriela Amaral de Almeida tem como cenário um restaurante de São Paulo cujo relacionamento do dono com os funcionários é pontuado por atritos. Esta tensão será posta à prova durante um assalto em que eles são tomados como reféns junto com alguns clientes.

    Rasga Coração (2018)

    O diretor Jorge Furtado adapta a peça homônima de Oduvaldo Vianna Filho, o Vianinha, transpondo para um tempo contemporâneo o conflito familiar tensionado pela situação política do Brasil. A trama é centrada no relacionamento do pai, ex-militante contra a ditadura nos anos 1970, agora um acomodado burocrata do serviço público, e o filho adolescente, que, em meio às jornadas que convulsionaram o país em 2013, defende pautas e ações libertárias.

    *Por GaúchaZH

    Deixe seu comentário:

    Últimas notícias

    Loading... Todas de Entretenimento

    Colunistas