A menos de 10 dias do início, o maior Festival de Dança do Mundo prevê movimentar cerca de 350 mil pessoas em Joinville, no Norte catarinense. Já, estimativas dos setores comerciais da cidade revelam uma projeção que pode chegar a R$ 130 milhões de reais injetados na economia. O evento é a principal agenda do município e impacta todo o fluxo logístico, cultural e turístico da região entre os dias 20 de julho a 1º de agosto de 2026.

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A estimativa de público inclui desde aqueles que já se inscreveram em cursos e atividades do Festival até quem que vai prestigiar as mostras competitivas, no Centreventos Cau Hansen e os 17 palcos abertos em Joinville, São Bento do Sul e São Francisco do Sul. Entre os setores diretamente impactados estão a rede hoteleira, restaurantes, transporte e comércio.

Ely Diniz, Presidente do Instituto Festival de Dança de Joinville, reconhece o evento como um dos principais motores turísticos da cidade e que projeta o município para o Brasil e o mundo.

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— O festival, junto com o Bolshoi, fez a cidade virar a Capital Nacional da Dança. Temos aqui a única escola Bolshoi fora da Rússia e o maior Festival de Dança em números de participantes do mundo. Então, com certeza isso projeta Joinville no mercado nacional. A gente recebe participantes de todos os estados e que a cada ano a procura cresce mais — disse ao NSC Total.

Segundo Ely, apenas as noites competitivas devem reunir cerca de 54 mil pessoas no Centreventos Cau Hansen. O cálculo considera a capacidade média de 4,2 mil espectadores por noite ao longo dos 13 dias de apresentações.

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— Os hotéis e pousadas estão quase lotados e os ingressos das noites competitivas praticamente esgotados. Então, é um número muito expressivo de pessoas que passam por Joinville. O comércio se prepara para receber os visitantes, o impacto de movimento nos shoppings também é muito grande e se equipara com feriados importantes para o comércio, como o Dia das Mães — compartilhou.

Veja foto do festival nos últimos anos:

Comércio local estima entre R$ 90 e R$ 130 milhões

No comércio, os reflexos do Festival de Dança também já são acompanhados pela CDL Joinville. Embora não exista um estudo oficial que mensure o impacto econômico do evento na cidade, a entidade trabalha com uma estimativa conservadora de que o festival injete entre R$ 90 milhões e R$ 130 milhões diretamente na economia local.

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— A projeção considera o volume de visitantes e o comportamento observado em eventos de grande porte realizados em Santa Catarina — afirma o presidente da CDL Joinville, Eduardo Mafra.

Os efeitos, segundo a entidade, são percebidos em diversos segmentos, especialmente hotelaria, gastronomia, transporte, supermercados, farmácias, vestuário, calçados e comércio em geral.

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— A percepção do varejo é de aumento entre 4% e 6% nas vendas durante o período do evento, principalmente para estabelecimentos localizados na região central e no entorno do Centreventos Cau Hansen — disse.

Além disso, Mafra destaca que as empresas dos setores de alimentação e serviços costumam reforçar estoques, ampliar equipes temporariamente e adaptar horários de atendimento para absorver o aumento da demanda gerada pelo festival.

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Movimento também impacta outros equipamentos de cultura e turismo da cidade

Para a Secretaria de Cultura e Turismo, o impacto do Festival de Dança também é visto no dia a dia da cidade e deixou marcas permanentes na estrutura local.

— O Festival de Dança há muitos anos já deixou um legado que torna o título de Capital Nacional da Dança bastante justo. Hoje temos mais de 50 escolas e companhias de dança, boa parte nascida a partir do festival. A vinda do Bolshoi e a construção do Centreventos também aconteceram por causa desse movimento — afirma.

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Além disso, o festival fortalece diretamente outros equipamentos da cidade durante o mês de julho.

— Ele gera um legado de imagem positiva para a cidade, um legado cultural, de formação de dançarinos, e também um impacto físico e estrutural até, com equipamentos como museus, a construção do Museu da Dança e o próprio Centreventos. Os museus de Joinville têm em julho a melhor visitação do ano, influenciados pelas férias escolares e pelo festival. O Barco Príncipe e todos os equipamentos turísticos da cidade são impactados diretamente — destaca Gassenferth.