5 vantagens da atividade física para a saúde neurológica

Médico explica como movimentar o corpo auxilia no tratamento e na prevenção de variadas doenças

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Mulher com roupa de academia fazendo abdominal

Atividade física tem grande influência no tratamento e na prevenção de doenças neurológicas (Imagem: Maples Images | Shutterstock)

Doenças neurológicas têm um impacto direto na qualidade de vida das pessoas, influenciando diversas habilidades cognitivas e motoras. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), condições como Alzheimer, Parkinson, esclerose múltipla, epilepsia e outras são responsáveis por aproximadamente seis milhões de óbitos a cada ano. Ainda, crises de enxaqueca, depressão e ansiedade também se somam à lista de adversidades que afetam a população em geral.

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De acordo com o Dr. Antônio Araújo, médico neurocirurgião da Clínica Araújo & Fazzito e do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês, o hábito de se exercitar contribui diretamente para a saúde, inclusive na prevenção e no tratamento de doenças neurológicas. 

“A atividade física é benéfica para a função cognitiva, equilíbrio, força, o que ajuda tanto na prevenção de doenças neurológicas como no alívio de sintomas”, explica o especialista, que ressalta também a importância de procurar um especialista. “Os exercícios ajudam e são importantes, mas não substituem o tratamento ou a orientação de um médico”. 

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Pensando nisso, o Dr. Araújo lista 5 vantagens da atividade física para a saúde neurológica. Confira!

1. Melhora da função cognitiva

Ao realizar atividades físicas regulares, o hormônio irisina é liberado em nosso corpo. Entre diversos benefícios, ele auxilia na memória. “Estamos falando de um hormônio que melhora o funcionamento dos neurônios e reduz o esquecimento, ou seja, importante para demências como o Alzheimer”, comenta o neurocirurgião.

2. Manutenção da mobilidade

A prática de exercícios de impacto é muito recomendada para pacientes com Parkinson. Conforme o Dr. Antônio Araújo, eles ajudam na produção de dopamina, neurotransmissor que atua de diferentes formas no sistema nervoso, estando relacionada, por exemplo, com o humor e o prazer.

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“Este hormônio atua no sistema nervoso central para facilitação do movimento, do equilíbrio e da destreza, além de ser importante para o circuito de emoções do cérebro”, comenta ele.

3. Melhora da força e do equilíbrio

Determinados exercícios ajudam na força e no equilíbrio; entre eles, musculação, caminhada e corrida. Esse tipo de prática pode ser muito benéfico para pacientes com esclerose múltipla.

“O hábito pode auxiliar na diminuição da fadiga, pois é associado a um treino aeróbico, podendo melhorar a força e o equilíbrio dos pacientes”, explica. “Vale lembrar que se trata de uma doença que não tem cura, assim como muitas outras, mas a prática de exercícios contribui para uma melhor qualidade de vida e até mesmo o retardo da condição”, complementa.

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4. Redução de crises epiléticas

Os pacientes que sofrem com epilepsia podem obter uma melhora significativa nas crises ao realizar exercícios físicos diariamente. “O aumento dos níveis de noradrenalina e endorfina auxilia como protetor do sistema neurológico, ajudando na diminuição de episódios epiléticos”, explica o médico.

5. Efeito anti-inflamatório e analgésico natural

Casos de enxaquecas, depressão e ansiedade podem ser amenizados com exercícios físicos. “A liberação de endorfina e serotonina é a principal aposta para auxiliar nas fortes dores de cabeça, pois os hormônios atuam como analgésicos naturais. O cortisol — hormônio do estresse — pode ser reduzido através da prática saudável, gerando um efeito anti-inflamatório para o tratamento das doenças”, finaliza. 

É importante lembrar que todas as atividades físicas devem ser indicadas e realizadas com acompanhamento de profissionais, como médico e educador físico.

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Por Isabela Rocha

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