A Prefeitura de Florianópolis, por meio da Diretoria de Bem-Estar Animal (Dibea), iniciou um programa de ressocialização voltado a cães que enfrentam maiores dificuldades para encontrar um lar. Ao todo, 50 animais serão encaminhados para uma escola especializada em adestramento e psicologia canina, onde passarão por acompanhamento comportamental e treinamento ao longo dos próximos dois anos.

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A iniciativa busca ampliar as chances de adoção de cães com histórico de agressividade, reatividade, medo ou dificuldades de convivência com pessoas e outros animais.

Novas oportunidades para cães de difícil adoção

Entre os cães atendidos pelo programa está Draco, um pitbull resgatado em 2022 e que permanece à espera de uma família desde então. Considerado um animal reativo, ele é um dos casos que exigem acompanhamento especializado para desenvolver habilidades de convivência e adaptação.

A maior parte dos animais selecionados para o projeto é composta por pitbulls e cães de raças semelhantes. No entanto, também participam animais considerados dóceis, mas que apresentam dificuldades específicas de socialização ou adaptação a novos ambientes.

Draco, espera adoção há 4 anos (Foto: Divulgação/PMF)

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Outro exemplo é Salvatore, um pastor alemão resgatado após passar anos preso por uma corrente no pescoço, o que causou graves ferimentos físicos e traumas emocionais. Embora tenha se recuperado fisicamente, o animal ainda apresenta resistência ao uso de coleiras e comportamentos associados ao medo.

— É necessário um manuseio diário de carinho e comandos com o Salvatore. Esse cão tem um trauma forte, e o trauma se tira com paciência e técnica — explica o especialista em comportamento canino Gustavo Fleury.

Salvatore, desde 2022 na Dibea (Foto: Divulgação/PMF)

Treinamento e adoção caminham juntos

Durante o período de ressocialização, os cães permanecerão em tempo integral na escola especializada. Mesmo assim, os animais poderão ser adotados antes da conclusão do processo.

As famílias interessadas serão orientadas na escolha do animal mais compatível com sua rotina, estrutura familiar e estilo de vida. O treinamento continuará sendo realizado mesmo após a adoção, sem custos adicionais para os adotantes.

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Segundo os responsáveis pelo projeto, o acompanhamento especializado permitirá identificar com mais precisão quais ambientes e perfis familiares são mais adequados para cada cão.

— Assim a gente vai poder ter certeza de qual família vai se enquadrar melhor para esse cão ter uma boa vida, que trará alegria e um bom convívio — , destaca Gustavo Fleury.

Como adotar

Os interessados em conhecer os animais disponíveis para adoção podem entrar em contato com a Dibea pelo WhatsApp (48) 99117-4080.

A expectativa é que o projeto contribua não apenas para aumentar o número de adoções, mas também para promover adoções mais responsáveis e duradouras, melhorando a qualidade de vida dos animais e das famílias que os acolherem.

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Conforme Lei nº 10.199, a Prefeitura informa que a produção deste conteúdo não teve custo e sua veiculação custou em média R$ 2.550,00.

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