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    8 coisas que você precisa saber antes de começar a investir 

    Planejadora financeira explica alguns dos conhecimentos essenciais para que investidores iniciantes alcancem expectativas 

    21/09/2020 - 11h01 - Atualizada em: 22/09/2020 - 16h12

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    Estúdio
    Por Estúdio NSC
    8 coisas que você precisa saber antes de começar a investir
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    Com a redução da Selic – a taxa básica de juros – e o baixo rendimento da poupança, muitas pessoas se sentiram estimuladas a experimentar novos investimentos. Porém, antes de começar a aplicar dinheiro, é preciso saber algumas verdades fundamentais sobre investimentos.

    A Planejadora Financeira Certificada (CFP)e sócia da Warren Investimentos, Daiane Mohr, aponta que a primeira delas é que mercado financeiro isoladamente não deixará ninguém rico.

    — Ficar rico é uma combinação de três fatores: ganhar bem, gastar conscientemente e, por consequência, investir bem. O que fará a diferença na sua vida financeira é o quanto você pode gerar de poupança e, consequentemente, criar uma disciplina mensal.

    Segundo Daiane, o sucesso de um investimento será o resultado da equação: tempo x rentabilidade x capital investido. Um profissional de investimentos pode ajudar quanto à alocação dos recursos financeiros. Já os demais fatores dependem do seu planejamento individual de cada investidor.

    Além disso, há outros fatos importantes de se ter em mente antes de começar a investir.

    1 - Poupança não é investimento e poupar é diferente de investir

    No Brasil, muitas pessoas ainda têm dinheiro guardado na poupança, o que não é recomendável, já que essa forma, via de regra, não acompanha a inflação e isso acaba por gerar uma perda indireta de dinheiro.

    Segundo Daiane, cerca de 25% de todo o dinheiro de pessoa física no Brasil está na poupança, o que representa aproximadamente R$ 1 trilhão. A explicação para isso seria a ideia que as pessoas têm de que investir na poupança é sinônimo de preservar o dinheiro. Com a taxa Selic em 2% ao ano, isso representa um rendimento de 1,4% ao ano na poupança, que é menos do que a inflação, que atualmente está em 1,67%. Sendo assim, o dinheiro parado na poupança pode perder valor.

    2 - A bandeira do banco onde você investe não garante o sucesso do investimento

    O risco de perder o dinheiro investido está sempre associado ao tipo de investimento, e não à bandeira da instituição financeira onde o investimento foi feito. Algumas pessoas têm a ideia equivocada de que investir seu dinheiro com um banco conhecido é mais seguro do que com uma corretora, por exemplo. Mas o que fará a diferença para o sucesso do investimentos é quão bem seu dinheiro foi aplicado e se foi em ações da bolsa, em fundos imobiliários ou em títulos do Tesouro Direto, por exemplo.

    3 - Reserva de emergência é para emergências mesmo!

    A reserva de emergência é o dinheiro que será destinado caso ocorra algum imprevisto que ultrapasse o valor possível de ser pago com a renda do mês. Essa reserva não pode correr riscos de grandes oscilações e deve ser feita em local que tenha liquidez diária, ou seja, que permita acessar o dinheiro a qualquer momento. O ideal é que ela represente um valor entre 3 a 12 meses das despesas mensais de acordo com sua profissão.

    >> Leia também: Canal Investe Mais reúne informações para quem quer começar a investir

    4 - Não precisa conhecer o mercado financeiro a fundo, apenas ter alguns conhecimentos fundamentais

    IPCA, SELIC, CDI são siglas que todo investidor deve se familiarizar porque elas impactam diretamente nos investimentos.

    • O IPCA é o Índice de Preços para o Consumidor Amplo, ou seja, índice oficial de inflação no Brasil. O ideal é que os rendimentos dos seus investimentos superem esse índice, para manter o poder de compra.

    • A taxa SELIC é a taxa de juros oficial do Brasil. Efetivamente o custo primário do dinheiro.

    CDI são os Certificados de Depósitos Interbancários e sua taxa ser de referência para as rentabilidades dos títulos de renda fixa. Essa taxa acompanha as variações da SELIC.

    E tem ainda outras siglas como o FGC, que é fundo garantidor de crédito. Uma entidade privada sem fins lucrativos que administra formas de proteger os recursos aplicados em renda fixa (CDB RDB, LCI, LCA, LC e Poupança) e garante até R$ 250 mil por CPF e por Instituição Financeira limitado a R$1 milhão.

    5 - Saiba a diferença entre o consultor de investimentos e o assessor de investimentos

    O profissional que irá auxiliar nos seus investimentos será o assessor ou o consultor de investimentos. Apesar de os nomes serem parecidos, há diferenças bastante significativas entre as atuações desses profissionais. O consultor não está associado a metas comerciais para venda de produtos de uma determinada corretora, logo, atua de forma independente. Ele trabalha aconselhando o cliente, entregando recomendações e suporte para os investimentos que respeitam o perfil do investidor.

    Já o assessor atua como um preposto de uma corretora ou instituição financeira, fazendo a intermediação comercial entre o cliente e os produtos da corretora. Geralmente, na atuação do assessor há o que chamamos de conflito de interesse, já que o assessor tem metas a cumprir e até mesmo ganha comissão na venda de determinados ativos.

    É importante escolher o profissional que está mais alinhado aos seus objetivos.

    6 - Nem sempre investir é sinônimo de não poder usar o seu dinheiro

    No geral, os fundos de investimentos não retêm nenhum valor. O que eles têm são prazos de resgates. Por exemplo, em um fundo de investimentos cujo resgate seja D+3, você pode aplicar o dinheiro hoje e solicitar o resgate amanhã, no entanto, vai precisar aguardar os 3 dias para receber o dinheiro.

    Já quando falamos de aplicações em títulos de renda fixa isso muda, pois elas podem ter um período de carência ou prazo certo. Esse prazo vai depender da sua disponibilidade de deixar o dinheiro sem liquidez durante aquele tempo exigido. No geral, quando mais tempo você deixar o dinheiro investido, melhor rentabilidade você irá conseguir.

    7 - Nem sempre investir significa arriscar perder dinheiro

    Aliás, não investir muitas vezes pode ser uma forma real de perder dinheiro. Por isso, é preciso entender quais são os riscos envolvidos em cada investimento e como o seu dinheiro pode desvalorizar se você não fizer nada com ele.

    — Numa escala de 0 a 10, alguns investimentos estarão próximos a 0 outros próximos a 10 — explica Daiane.

    8 - O tempo pode ser seu melhor amigo

    Não espere ter muita grana para começar a investir. Quanto antes, melhor. Independentemente do valor, o mais importante é começar e, aos poucos, conforme ganha confiança, começar a dar passos maiores. Por isso, use o tempo como seu aliado. Comece agora!

    Para saber mais sobre investimentos no modelo de consultoria, acesse o site da Warren. E no canal Investe Mais você pode ler mais sobre o que acontece no mundo dos investimentos. Acesse aqui.

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