Um novo estudo publicado na Clinical Nutrition ESPEN mostra que o abacate, fruta acessível e amplamente consumida no Brasil, pode atuar como um aliado importante na redução do colesterol LDL, o “colesterol ruim”, especialmente entre pessoas com risco cardiovascular elevado.

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Além de melhorar os níveis de gordura no sangue, a fruta também demonstrou impacto positivo em marcadores metabólicos, como insulina em jejum, segundo pesquisadores.

O que o estudo revela sobre o abacate e o colesterol

A pesquisa brasileira utilizou o método de “umbrella review”, que reúne e analisa diversas revisões sistemáticas já publicadas sobre o tema. Segundo o autor Vitor Engrácia Valenti, do Centro de Revisões Sistemáticas para Saúde Cardiovascular e Metabólica da Unesp, em entrevista ao Metrópoles, essa abordagem torna as conclusões mais robustas e amplas.

Os resultados apontam que o consumo regular da fruta está associado à redução do LDL, gordura que, em excesso, se deposita nas artérias e aumenta o risco de infarto e AVC. O equilíbrio dessas taxas é fundamental para preservar a saúde vascular, algo já indicado por outros estudos internacionais.

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Valenti destaca que, em pessoas com sobrepeso e diabetes tipo 2, o abacate também foi associado à redução da insulina em jejum, sugerindo um benefício metabólico adicional. Apesar disso, a pesquisa cita limitações, como a heterogeneidade dos estudos avaliados e diferenças metodológicas.

Por que o abacate é considerado cardioprotetor

Diversos compostos presentes na fruta atuam diretamente na proteção do coração. Entre eles estão minerais como potássio e magnésio, fundamentais para a regulação da pressão arterial. O abacate também é rico em gorduras monoinsaturadas, como o ácido oleico, o mesmo presente no azeite de oliva.

De acordo com a nutricionista Évelin de Carvalho dos Santos, do Hospital Israelita Albert Einstein, polifenóis antioxidantes e anti-inflamatórios presentes na fruta também contribuem para a saúde das artérias. Eles ajudam a melhorar a função endotelial, favorecendo a vasodilatação e reduzindo o estresse oxidativo.

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Outro grupo importante são os fitosteróis, substâncias que competem com o colesterol pela absorção no intestino, reduzindo os níveis de LDL na circulação. Já as fibras solúveis da polpa se ligam aos ácidos biliares, envolvidos na digestão de gorduras, ajudando a eliminá-los e estimulando o corpo a produzir mais, o que também diminui o colesterol.

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