Uma das lutas do empresariado do Meio-Oeste catarinense é o fortalecimento do Aeroporto de Joaçaba, hoje administrado pela prefeitura da cidade. É o que afirma o presidente da Associação Comercial e Industrial do Oeste Catarinense (ACIOC), Fábio Lazzarotti. Ele reforça que trazer voos comerciais regulares para a região fortaleceria, por exemplo, o turismo.
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— Nós queremos voar, literalmente — afirma o presidente da ACIOC. — Nós entendemos que precisamos somar forças, porque essas as duas frentes [contorno viário e aeroporto] são relevantes para podermos fomentar o desenvolvimento da nossa região, de novos negócios e a própria retenção também de talentos locais.
As tratativas para isso chegaram a envolver a associação empresarial, a prefeitura de Joaçaba e o governo do Estado, assim como companhias aéreas. Segundo a administração municipal, o governo do Estado chegou a assumir as negociações, mas, até agora, não há uma definição se, de fato, o terminal pode passar a receber voos comerciais.
Hoje, o Aeroporto de Joaçaba é administrado pela prefeitura, por meio de concessão, e opera com pousos e decolagens de voos particulares, militares, táxis aéreos e operações de serviços. Nos primeiros três meses de 2025, foram 691 movimentações, um crescimento de cerca de 35% em relação às 512 realizadas no mesmo intervalo do ano passado.
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— Nós fizemos um estudo bastante grande. Foram mais de 3 mil pessoas que participaram. E esse levantamento nos trouxe dados bem importantes para mostrar que a nossa região quer voar, que há demanda, inclusive já com perspectivas de possíveis rotas aéreas que poderiam ser trabalhadas — afirma Lazzarotti.
A pesquisa revelou que a maior parte dos interessados usaria o aeroporto para viagens a lazer (32%), e 31% desejam viajar a negócios. Entre os destinos mais desejados, destaque para Guarulhos (SP), com 28% das respostas, e Florianópolis, com 26,9%.
A negociação, no entanto, é difícil. Em janeiro deste ano, a Azul Linhas Aéreas anunciou a suspensão das operações no Aeroporto de Correia Pinto, na Serra catarinense, um dos mais próximos do Meio-Oeste. O anúncio veio com uma leva de terminais pelo Brasil que não receberão mais os aviões da Azul. Em nota, a companhia aérea afirmou que a ação veio como parte de um “processo normal de ajuste de capacidade à demanda”.
Em fevereiro, foi o Aeroporto de Jaguaruna que entrou na leva de suspensões, e por motivos semelhantes: “devido à baixa demanda, associada a uma série de fatores como o aumento de custos operacionais causados pela crise global na cadeia de suprimentos, a alta do dólar e disponibilidade de frota”.
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Segundo o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, o cenátio atual da aviação comercial brasileira faz com que as companhias aéreas não tenham condições de operar rotas no Meio-Oeste.
— Este aeroporto está dentro das tratativas do Governo para desenvolver a aviação regional com a criação de um projeto que está sendo estudado — afirma Martins. O tema foi levado pela comitiva do governo estadual na missão aos Estados Unidos, durante esta semana, onde o Estado busca atrair investidores interessados.
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