Maior agência full catarinense e uma das top 10 independentes do país, a A2C agora faz parte de um projeto ainda maior e mais ambicioso. Com 18 anos de trajetória, a empresa nascida em Joinville e com forte presença nacional foi adquirida pela BriviaDez. Resultado dessa ação de M&A, surge a mais completa operação de estratégia, experiência e comunicação do Brasil. Cerca de 250 colaboradores atuarão em seis sedes, sendo uma delas no exterior.
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De acordo com Anderson de Andrade, sócio-fundador e CEO da A2C, a novidade fortalece o estado nos mercados de comunicação e transformação digital.
— Esse é o maior e mais relevante fato já realizado no setor em Santa Catarina. São duas empresas nativas da nova economia e da era da transformação completa dos modelos de negócios — aponta o executivo, que fará parte do Conselho de Administração da BriviaDez.
Foco em Santa Catarina
Segundo as duas empresas que unificaram as operações, a percepção da relevância do mercado catarinense foi uma das principais motivações da aquisição. Líder estadual, a A2C tem entre seus clientes algumas das principais marcas locais, como Senior, Ciser, Embraco, Univille, Ailos e Neogrid – com o reforço do portfólio nacional, que reúne Paris Filmes e Tecnisa, entre outras companhias. Já a BriviaDez mantém um carteira com 30 clientes de grande porte, como Vivo, Banco Carrefour, Votorantim Cimentos e KPMG. Em Santa Catarina, atua há mais de duas décadas, desenvolvendo soluções para organizações como Floripa Airport e Angeloni.
— Estamos alinhados com o propósito do estado mais inovador do país. Santa Catarina é campeã na abertura e no desenvolvimento de empresas de tecnologia, comunicação e inovação. Aqui se formam muitos talentos, que aumentam substancialmente a competitividade catarinense. Por isso tudo, queremos reforçar nossa participação — destaca Anderson de Andrade, que já presidiu Associação Brasileira dos Agentes Digitais (ABRADi) e é investidor serial em scale-ups.
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Sintonia de propósitos
Com a novidade, a A2C passa a ser BriviaDez. E oferta de serviços se torna ainda mais completa e robusta, estruturada sobre o tripé de estratégia, experiência e comunicação. Como a maior parte dos clientes é de porte nacional – e até global –, Santa Catarina ampliará a exportação de serviços. Dessa forma, a empresa reforça a estrutura para qualificar o atendimento aos clientes do estado que atuam no Brasil e no exterior. Todos os diretores da agência catarinense seguirão na operação: Ricardo Almeida, Lucas Henrique Monteiro e João A. F. de Andrade.
— A venda só ocorreu porque compreendemos como o movimento será importante e positivo para nossos clientes. Eles contarão com maior capacidade produtiva e, principalmente, novas expertises. Nossa equipe está ainda mais preparada para ajudar as empresas em sua jornada de transformação digital, sejam elas de B2B, construção civil, tecnologia, alimentos e bebidas ou saúde — ressalta Lucas Henrique Monteiro.
Estrutura reforçada
A BriviaDez possui quatro escritórios no país: São Paulo (SP), Porto Alegre (RS), Novo Hamburgo (RS), Florianópolis (SC), totalizando mais de 150 colaboradores. No final do ano passado, inaugurou sua primeira unidade fora do país. A partir de Lisboa, em Portugal, será ativada a estratégia de internacionalização. A A2C, por sua vez, está sediada em Joinville (SC) e São Paulo (SP), onde trabalham cerca de 100 profissionais. As operações na capital paulista passarão pelo processo de unificação, e todos os demais espaços serão mantidos.
Para o CEO da BriviaDez, Marcio Coelho, a aquisição da A2C é sequência de um movimento iniciado em 2018, quando houve a fusão da Brivia com o Sistema DEZ.
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— Tudo isso sinaliza nossa intenção de crescer também de forma inorgânica, dentro de uma estratégia maior. No nosso mercado, tamanho importa. Crescemos para agregar valor às marcas que atendemos, ajudando principalmente a enfrentarem os desafios impostos pela transformação digital — destaca Coelho.

Cultura nômade
As seis sedes são como hubs para a relação com os clientes e parceiros. Todos os procedimentos de gestão de capital humano estão preparados para que as pessoas desempenhem suas tarefas de qualquer lugar. É o que a BriviaDez chama de “cultura nômade”: os profissionais estão liberados a trabalhar em qualquer lugar, desde que apresentem resultados. Por isso mesmo, a companhia tem apostado cada vez mais em sedes com formato colaborativo. O trabalho remoto é uma estratégia para ampliar a força da agência ao ser uma plataforma de soluções para as marcas, permitindo melhores e mais profundas conexões com ecossistemas de serviços especializados.
Os executivos que lideram a operação acreditam que é necessário desconstruir pensamentos arraigados e abrir-se ao novo. Não por acaso, os colaboradores são chamados de “desbravadores”. A proposta é levada tão a sério que fez a BriviaDez ativar conexões internacionais. Holanda, Austrália e Portugal estão entre as nações que recebem alguns membros da equipe – que desempenham suas atribuições com a mesma competência de quando estavam nas sedes originárias. Os drives para isso dar certo, segundo os diretores da agência, são cultura e gestão.
O depois de amanhã
Diretor de operações da Microsoft, Bob Herbold disse uma frase que tem causado reflexões incômodas em diversas empresas: “Disrupte seu negócio antes que que outra pessoa faça isso antes. Se você não fizer isso, outro concorrente fará”. Ocorre que a pressão por resultados em curto prazo gera uma corrida por melhorias incrementais para maximizar a performance do negócio. Com isso, deixa-se de observar as nuances de comportamento e tecnologia ao redor, e os negócios ficam suscetíveis a substitutos que ainda não existem.
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Para responder às demandas ainda desconhecidas, a agência criou o Brivia X: um laboratório de inovação que explora a busca constante pela inovação e pelo desenvolvimento de processos disruptivos. Tudo pensado para que a organização exerça um papel de liderança em seus mercados ou desenvolva novos negócios. Ou seja, a preocupação não é com o hoje, nem com o amanhã – mas com o depois de amanhã.
— Não estar conectado ao espírito do tempo é programar a própria obsolescência. E não estar atento às necessidades e expectativas dos consumidores é decretar sua própria irrelevância — alerta o CEO da BriviaDez.

Ritmo acelerado
Olhando para o futuro, o objetivo é acelerar o ritmo. A abertura de escritórios no Vale do Silício, Oriente Próximo e China estão entre os planos para os próximos anos. E o radar está ligado para novos movimentos de fusão e aquisição. Pensando no curto prazo, a meta para 2020 é repetir o crescimento alcançado no ano passado: 60%. É um patamar que chama atenção, principalmente num segmento que enfrenta uma das maiores crises de sua história. Qual a explicação para isso?
— O alto desempenho é reflexo das entregas contemporâneas que desenvolvemos. Nossa plataforma de serviços foi moldada pela compreensão do nosso tempo e pelas mudanças impostas por um mundo transformado pelo mindset digital — conclui o CEO.
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