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Abertura dos EUA para carne bovina tem pouco impacto em SC 

Estado só exportou 411 toneladas do produto em janeiro, com 33,5 mil toneladas de suínos e 77,8 mil toneladas de frango

24/02/2020 - 15h47

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Darci
Por Darci Debona
Produção de bovinos em SC cresceu 6% em 2019
Santa Catarina tem programa para incentivar produção de raças europeias, como o charolês
(Foto: )

A reabertura dos mercado dos Estados Unidos para a carne bovina do Brasil tem pouco impacto em Santa Catarina pois, apesar de ser o maior exportador de suínos e o segundo maior de frango, o estado é irrelevante na exportação de carne bovina.

Em 2019 o Brasil exportou 1,8 milhão de toneladas e faturou US$ 7,4 bilhões. Disto, Santa Catarina respondeu só por 3,8 mil toneladas e US$ 11 milhões.

Em janeiro exportou 411 toneladas. Apesar de ser 6,4% a mais do que em janeiro do ano passado, é muito pouco comparadas às 38,5 mil toneladas de carne suína e 77,8 mil toneladas de carne de frango embarcadas nos portos catarinenses, segundo dados do Centro de Socieconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Cepa/Epagri).

O motivo é que Santa Catarina não produz o suficiente nem para atender a demanda local. No entanto a Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina está trabalhando para que o estado possa ampliar o volume das exportações também de bovinos, segundo o presidente da entidade, José Zeferino Pedrozo.

- Essa abertura tem que ser comemorada pois os Estados Unidos são um mercado exigentes, o que mostra que o Brasil tem uma produção com qualidade e nós também queremos buscar esse mercado. Por isso implantamos um programa de assistência técnica e gerencial com o objetivo de aumentar a produção de gado de corte. Em três anos já foram inseminadas mais de 70 mil cabeças com genética de raças europeias como angus, charolês, hereford e devon – disse Pedrozo.

Foram organizados 50 grupos de 30 produtores que estão participando do programa. Pedrozo disse que já existe um frigorífico de Pouso Redondo habilitado para exportação e também há outros interessados. Mas é necessário ampliar a produção de bovinos de corte e organizar a cadeia produtiva para garantir um fornecimento contínuo.

- Nós temos boa genética para produção de carne de alta qualidade e também um status sanitário diferenciado que podem garantir uma melhor remuneração do produtor. Claro que Santa Catarina tem uma área territorial pequena, mas que pode ser melhor aproveitada, inclusive com integração de lavoura e pecuária – destacou Pedrozo.

No ano passado a produção de bovinos em Santa Catarina já aumentou, de 612 mil bovinos em 2018, para 649 mil bovinos em 2019. Um aumento de 6%, segundo dados do Cepa/Epagri.

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