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Ação da PF de SC mira grupo especializado em descaminho de seda usada para enrolar fumo

Operação deflagrada na manhã desta quinta cumpre mandados em SC, PR e SP

13/02/2020 - 09h52 - Atualizada em: 13/02/2020 - 10h23

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Por Guilherme Simon
Caixas de papel seda
Caixas de papel seda apreendidas durante a operação desta quinta
(Foto: )

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (13) uma operação contra suspeitos de integrarem um esquema que praticava descaminho de papel seda, usado para enrolar fumo e fazer cigarros artesanais. A investigação aponta que o grupo atuava em Santa Catarina e em outros dois estados do país.

A operação, batizada de Smoke, cumpriu mandados de busca e apreensão em Dionísio Cerqueira, no Oeste catarinense, e nas cidades de Santa Terezinha de Itaipu, no Paraná, São Paulo, Praia Grande e São Vicente, em São Paulo. No total, foram 11 mandados de busca, expedidos pela 5ª Vara Federal em Foz do Iguaçu (PR). Um homem foi preso em flagrante por contrabando de cigarros durante o cumprimento dos mandados. A Justiça também determinou o bloqueio de bens, com sequestro de imóveis e bloqueio de contas bancárias, de três investigados.

De acordo com o delegado Daniel Reschke, da PF de Dionísio Cerqueira, que coordenou a operação, os investigados importavam as mercadorias sem pagar os devidos impostos. A ação era intermediada por um suspeito que atuava em Dionísio Cerqueira, no Oeste catarinense, que distribuía os produtos em SC e para outros estados, como São Paulo.

A investigação começou em 2017, quando um homem foi preso em flagrante na cidade de Barracão (PR) após entrar no país com carregamento ilegal de papel seda.

Segundo a Polícia Federal, juntos, o suspeito que atuava em Dionísio Cerqueira e outro que fazia a distribuição a partir da cidade de Santa Terezinha de Itaipu (PR) receberam cerca de R$ 4,8 milhões nas contas bancárias em três anos.

Ainda conforme a PF, um dos suspeitos do grupo atuava em território argentino, na cidade de Bernardo de Irigoyen, localizada na fronteira com Dionísio Cerqueira e a cidade de Barracão, no Paraná. A polícia aponta que ele recebeu cerca de R$ 2,3 milhões em uma conta que matinha no Brasil num período de três anos, e que há indícios de que o dinheiro tenha origem nesse comércio ilícito.

A PF também informou que os investigados podem ser indiciados pelo crime de descaminho, com pena de até 4 anos de reclusão, praticado em associação criminosa, com pena de até 3 anos de reclusão.

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