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    "Achei que tudo isso, na verdade, foi uma bênção", diz Glória Maria sobre tumor no cérebro e morte da mãe

    Jornalista foi a convidada de estreia da nova temporada do programa Conversa com Bial

    19/05/2020 - 15h06 - Atualizada em: 19/05/2020 - 15h09

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    Por Janaína Laurindo
    (Foto: )

    Nesta segunda-feira, 18, Glória Maria foi a convidada de estreia da temporada de 2020 do Conversa com Bial. Por conta do isolamento social o programa retornou para grade da emissora em um novo formato adaptado as necessidade de prevenção contra o coronavírus. A jornalista falou sobre a descoberta de um tumor no cérebro, a morte da mãe e também sobre política.

    Amigos e parceiros de trabalho, Pedro e Glória dividiram a apresentação do Fantástico durante 10 anos.

    — Vamos esclarecer de uma vez por todas; eu não sou o pai da Laura e da Maria — brincou o apresentador, citando as filhas da jornalista.

    Pela primeira vez Glória falou sobre o tratamento do tumor, descoberto em novembro de 2019.

    — Um ano impensável. Realmente, me pegou de jeito. Na verdade, me pegou lá atrás, em novembro quando descobri que eu tinha um tumor no cérebro. A imagem que eu tenho, não vou esquecer. Do nada, eu caí em casa depois de um jantar, fui no hospital costurar a cabeça e me falaram: 'Você está com um tumor no cérebro' — contou.

    Ainda em tratamento, em fevereiro deste ano a apresentadora perdeu sua mãe, Dona Edna, vítima de insuficiência respiratória.

    — Minha mãe não sabia o que eu estava passando — revelou.

    Glória contou que mesmo com os acontecimentos não se questionou ou se revoltou com a situação.

    — Achei que tudo isso, na verdade, foi uma bênção. Deus me concedeu a graça de ter mais um pedaço de uma vida para conhecer — relatou a jornalista, que afirmou que as filhas tiveram papel fundamental em sua recuperação.

    Bial questionou a jornalista sobre a atual situação política.

    — Se um presidente da República mandasse você calar a boca, o que você responderia? — questionou o apresentador.

    — Eu não me calava. Eu continuava e falava: 'Por favor, vou me calar quando o senhor se calar, vamos conversar juntos, eu pergunto e o senhor responde'. Não tenho que calar a boca. Calar a boca? — disse ela, que comemora não cobrir mais o cenário político.

    — Graças a Deus não cubro política mais, porque acho que eu já teria apanhado ou já teria batido, com certeza.

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