O achoque, reverenciado como sagrado, é alvo de um projeto que une pesquisadores e comunidades tradicionais para evitar seu desaparecimento.
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Com uma população estimada em menos de 100 indivíduos, a espécie é menos conhecida que o axolotl, mas igualmente fascinante. Sua preservação pode abrir portas para tratamentos médicos inovadores. Saiba como o plano funciona.
O lago Pátzcuaro e a virada conservacionista
Froylán Correa, que antes pescava no lago, agora protege os achoques. “Tinha muito achoque (…), agora a nova geração já não o conhece”, diz para a agência AFP. O projeto pago pela Universidade Michoacana envolve indígenas na coleta de ovos para reprodução assistida.
Os ovos são incubados no laboratório do biólogo Rodolfo Pérez. Após o nascimento, as salamandras são monitoradas até poderem ser reintroduzidas na natureza. O processo exige dedicação diária, mas já mostra resultados positivos.
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O legado medicinal do achoque
Membros do gênero Ambystoma, como o achoque, regeneram até tecidos cerebrais. Essa característica é estudada para tratar doenças humanas. Antes usado na medicina tradicional, o animal quase sumiu devido à exploração excessiva.
“Essa quantidade é muito mais baixa do que 40 anos atrás”, comenta Luis Escalera. A parceria entre cientistas e indígenas não só preserva a espécie, mas também mantém viva uma tradição cultural e uma promessa para a ciência moderna.
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