A União Europeia (UE) aprovou, na última sexta-feira (9), o acordo comercial com o Mercosul, bloco que abrange o Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e tem ainda a Bolívia em processo de adesão. A assinatura e devida oficialização está marcada para o dia 17 de janeiro. Entre outros efeitos, o acordo pode fazer com que os carros importados fiquem mais baratos no Brasil.

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A abertura do mercado deve resultar em uma redução de impostos nas importações e exportações entre os dois blocos. Como os carros importados da Europa possuem uma carga tributária elevada no Brasil (pagam a alíquota máxima, de 35%), a tendência é que esses tributos sejam reduzidos, o que vai diminuir o custo final para o comprador.

O acordo prevê que essa tarifa seja zerada. Mas, para proteger a indústria nacional, a redução não será imediata. O processo será gradual, ao longo de 15 anos para carros a combustão e até 18 para modelos elétricos e híbridos.

Outras reduções de custos

Além da diminuição nos impostos, outro fator que deve baixar o preço dos carros importados da Europa no Brasil é a redução de custos em componentes e autopeças trazidas do Velho Continente.

Isso reduz o custo de produção das montadoras que já estão instaladas no Brasil, mas que dependem de componentes europeus, como sistemas de segurança e sensores. Com componentes mais baratos, o custo final dos veículos fabricados aqui também tende a cair para o consumidor.

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O impacto do acordo entre UE e Mercosul no preço dos carros importados

A redução nas tarifas e no custo dos componentes e autopeças tende a causar uma queda de até 40% nos custos dos carros importados da Europa aqui no Brasil. Por exemplo, um sedã de luxo que hoje custa em média R$250 mil para o consumidor, poderá ser vendido por cerca de R$190 mil – isso aplicando as reduções do acordo entre a UE e Mercosul no cenário atual.

É importante reforçar que, embora a tarifa de importação seja excluída, impostos nacionais e estaduais como IPI, ICMS e PIS/CONFINS seguem aplicados. Além disso, a variação cambial entre o Real e o Euro ainda será o fator determinante para o preço final de venda.