Uma mulher que caminhava em uma rua de Jaraguá do Sul foi atacada, estuprada e quase morta por um homem. O crime aconteceu em fevereiro de 2024, foi flagrado por câmeras e agora, quase dois anos depois, o suspeito foi condenado.
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Segundo a denúncia do Ministério Público, no dia do crime, a mulher foi surpreendida pelo acusado quando se aproximava de uma ponte. Neste momento, ele a atacou, puxou seus cabelos e a arrastou até o muro dos fundos de uma empresa. Armado com uma faca, o agressor também lançou pedradas contra a cabeça e o corpo da vítima. Em seguida, retirou suas roupas e a obrigou a manter relações sexuais com ele.
Veja imagens no local onde ocorreu o crime em Jaraguá do Sul
Conforme consta na ação penal, após consumar o estupro, o acusado iniciou uma nova sequência de agressões para tentar matar a vítima. O réu golpeou a mulher na região lombar com uma faca e arremessou diversas pedras contra sua cabeça, tórax e abdômen. Depois, a arrastou por alguns metros e, acreditando que tinha matado a vítima, a jogou em um córrego.
Ainda de acordo com o MPSC, gravemente ferida, a mulher perdeu os sentidos. No entanto, recuperou a consciência e conseguiu caminhar até a rua, onde recebeu ajuda e foi levada rapidamente ao hospital, onde passou por cirurgias e atendimento emergencial.
O suspeito foi julgado e condenado na última semana por tentativa de homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, feminicídio e para assegurar a impunidade de outro crime, e estupro.
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Ele teve a pena estabelecida em 24 anos, dois meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado. O caso, conforme descreve o MPSC, foi marcado por extrema violência contra a mulher.
— O crime foi praticado por razões de gênero, em menosprezo e discriminação à condição de mulher. Foi um ataque brutal, dirigido contra a dignidade sexual e a vida de uma mulher que caminhava sozinha à noite. A vítima sobreviveu por circunstâncias completamente alheias à vontade do agressor, cuja intenção inequívoca era silenciá-la após o estupro. É fundamental que crimes dessa natureza sejam enfrentados com rigor, para a proteção das mulheres e a reafirmação do compromisso do sistema de justiça com a vida e a integridade física delas — destacou o Promotor de Justiça Rafael Scur do Nascimento.






