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    Assassinado em Curitiba 

    Acusado de matar engenheiro de Blumenau deve ir a júri por homicídio simples

    Tribunal de Justiça manteve decisão de juiz, mas retirou os agravantes do crime

    07/02/2020 - 16h47 - Atualizada em: 07/02/2020 - 18h59

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    Bianca
    Por Bianca Bertoli
    Blumenauense Douglas Junkes foi morto a tiros dentro do próprio apartamento
    Blumenauense Douglas Junkes foi morto a tiros dentro do próprio apartamento
    (Foto: )

    O Tribunal de Justiça do Paraná confirmou a sentença do juiz de Curitiba e o acusado de matar o blumenauense Douglas Junkes deve ir a júri popular. Porém, a Corte retirou as qualificadoras de motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima.

    Com a decisão desta quinta-feira (6), se antes Antônio Humia Dorrio poderia ser condenado de 12 a 30 anos de prisão, agora a pena pode variar de 6 a 20 anos.

    Douglas morreu aos 36 anos dentro do próprio apartamento, em Curitiba, em maio de 2018. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Dorrio teria atirado no blumenauense após uma discussão sobre som alto.

    O engenheiro tocava contrabaixo e estava ensaiando dentro do imóvel. O vizinho teria ido até o apartamento por duas vezes para reclamar do barulho. Na segunda foi armado. Após um bate-boca, Douglas acabou morto.

    O empresário foi detido em flagrante e teve a preventiva decretada, mas deixou a prisão em menos de duas semanas. Sem antecedentes criminais, ele aguarda o processo em liberdade, cumprindo medidas cautelares.

    No ano passado o juiz Daniel de Avelar determinou que o júri ocorresse por homicídio qualificado. A defesa do acusado contestou a decisão no Tribunal de Justiça, que se manifestou nesta quinta.

    As partes devem ser notificadas da decisão apenas na próxima semana, por isso a acusação ainda não definiu se recorrerá ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

    — Aguardamos a publicação para termos acesso aos argumentos da decisão e ter uma melhor análise do caso, mas a probabilidade de recorrer a Brasília para que as qualificadoras sejam restabelecidas é alta — explicou o advogado da família da vítima, Rodrigo Novelli.

    Defesa está contente

    A defesa de Dorrio também aguarda a publicação do acórdão para decidir se recorrerá ao STJ ou não. De qualquer forma, o resultado foi satisfatório na visão dos defensores:

    — Foi positivo porque o Tribunal entendeu que a questão da morte não foi ocasionada pelo som alto — sustenta o advogado Bruno Thiele.

    Na versão do acusado, ele não disparou com a intenção de matar. Uma luta corporal teria ocorrido e os dois passaram a disputar a arma.

    Um dos tiros acertou a mão de Dorrio. Os demais mataram Douglas. A defesa alega que o som alto irritou o vizinho. Já o Ministério Público garante que testemunhas disseram que não havia qualquer barulho além do normal no condomínio.

    Além do crime contra a vida, Dorrio responde por posse irregular de arma de fogo.

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