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Crime de 2016

Acusado de matar irmão de Neném da Costeira pega 16 anos de prisão em Florianópolis

Ele foi denunciado pela morte de Valdeci de Souza, irmão de Nenê da Costeira

09/04/2019 - 20h08 - Atualizada em: 09/04/2019 - 21h11

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Redação
Por Redação Hora

O homem acusado de matar o irmão do traficante Sérgio de Souza, conhecido como Neném da Costeira, foi condenado a 16 anos e quatro meses de prisão. O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri, nesta terça-feira (9), em Florianópolis. O crime aconteceu no dia 26 de outubro de 2016, na Capital.

Alexandre Campos foi condenado pelo crime de homicídio qualificado, por motivo torpe. A sessão de julgamento durou cerca de 10 horas.

Campos deverá cumprir a pena em regime inicial fechado. O juiz Renato Mastella, que presidiu a sessão, negou o direito ao réu de recorrer da sentença em liberdade. Com isso, ele seguirá detido até que haja decisão em contrário.

Réu confessou o crime

De acordo com o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), o réu confessou o crime durante o julgamento. Ele disse que matou o irmão de Nenê da Costeira porque estava sofrendo ameaças da família do traficante. A defesa do Campos argumentou que ele agiu em legítima defesa por causa dessas intimidações.

Já o Ministério Público sustentou que a morte teve elementos de uma execução fria, com requintes profissionais. A promotoria descartou a possibilidade de um caso de legítima defesa, principalmente porque a vítima, depois de levar tiros nas costas, ainda foi alvejada na cabeça, após cair no chão.

Para a promotoria, o crime contra Valdeci de Souza foi motivado pela morte de outro traficante da região, Tiago Cordeiro, que foi assassinado também em 2016. O Ministério Público defende a tese de que o caso não passou de vingança e disputa de território entre grupos rivais de traficantes.

Outro lado

O advogado Guilherme Haugg Teixeira Carvalho, que representa Alexandre, não quis comentar a decisão dos jurados. Ele afirmou que vai recorrer da sentença porque acredita que as provas apresentadas no processo não condizem com a sentença recebida pelo cliente.

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