Foi identificado como Emanuele Galeppini, de 17 anos, a primeira vítima oficial de um incêndio que atingiu uma estação de esqui de Crans-Montana, nos Alpes suíços, durante uma festa de Ano-Novo. Natural da Itália, Emanuele teve a morte confirmada na noite de quinta-feira (1°) pela Federação Italiana de Golfe.

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A federação, a qual o jovem era filiado, lamentou a morte de Emanuele e manifestou apoio aos amigos e familiares do atleta. Na nota, publicada nas redes sociais, a federação caracterizou Emanuele como “um jovem atleta que trouxe consigo paixão e valores autênticos”.

“Neste momento de grande dor, nossos pensamentos vão para sua família e todos aqueles que o amaram”, escreveu a federação.

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Como é Crans-Montana, famosa estação de esqui da Suíça onde aconteceu explosão na virada

Número de mortos atualizado

O número de mortos no incêndio foi atualizado pelas autoridades locais para 47, segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros da Itália, Antonio Tajani, em declarações citadas pela agência ANSA, podendo aumentar nas próximas horas ou dias, visto que há vários feridos em estado grave.

De acordo com o ministro, muitas das pessoas que estavam no bar La Constellation, atingido pelo incêndio, eram italianos. Por isso, o governo continua acompanhando as operações no local.

Identificação pode levar tempo

O processo de identificação das vítimas também pode ser demorado, segundo os investigadores, já que as condições dos corpos dificultam o reconhecimento imediato.

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Mais de 100 pessoas ficaram feridas no incêndio e continuam em hospitais da região. O diretor de um dos hospitais disse que a maioria dos pacientes tem entre 16 e 26 anos.

Velas pirotécnicas podem ter causado incêndio

O incêndio, segundo testemunhas que estavam no local, pode ter iniciado com velas pirotécnicas colocadas em garrafas de champanhe, conforme o Jornal Nacional. A promotoria suíça já descartou a possibilidade de o incêndio ter sido um ataque terrorista.

— Uma garçonete subiu no ombro da outra com duas garrafas e essas velas. Era tipo um show. Elas levantaram muito alto e o teto começou a pegar fogo — contou uma das testemunhas.

*Com informações do O Globo e do Jornal Nacional