A Polícia Civil de Itajaí divulgou nesta segunda-feira (19) detalhes sobre o desaparecimento e a morte da jovem Isabela Miranda Borck, de 17 anos. A garota passou cerca de 45 dias sumida e o corpo dela foi encontrado na semana passada no Rio Grande do Sul, a quase 500 quilômetros da casa onde ela morava. O pai é o principal suspeito do crime, está preso desde dezembro, mas nega o crime.
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Anderson Borck disse à polícia que invadiu a residência da ex-esposa e surpreendeu a filha quando ela descia a escada do piso superior para o térreo, na madrugada de 30 de novembro. Ameaçada pelo pai, Isabela foi obrigada a entrar no carro do homem. Ele diz que a levou até a cidade de Caraá, no Rio Grande do Sul. Ao chegar lá, ela teria tentado fugir, acabou sofrendo uma queda e teria morrido por isso, alega o homem.
Imagens mostram onde corpo foi encontrado
O pai tinha sido condenado pelo estupro da filha poucos dias antes do desaparecimento da garota. Ele contou que capturou a adolescente e queria também pegar a mãe dela, ex-mulher dele. O objetivo seria, supostamente, “esclarecer” o caso, pois Anderson sustenta não ter violentado a garota. Para a polícia, é mentira, e se tratou de um plano muito bem orquestrado. Tanto que fez tudo à noite para não chamar atenção.
O corpo estava em uma área de mata na pequena cidade de Caraá (RS), onde o homem estava morando atualmente. Na época do desaparecimento da filha, ele negou saber o paradeiro dela, mas inconsistências no depoimento e provas de que ele estava em Itajaí no dia do sumiço o levaram à cadeia. Quando a polícia de SC chegou na cidade gaúcha, Anderson já tinha fugido.
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Ele foi encontrado no Mato Grosso do Sul. Na semana passada, quando era trazido para o litoral catarinense pela polícia, confirmou a morte de Isabel, dizendo ter sido um acidente. Afirmou que escondeu o corpo porque sabia que as pessoas não acreditariam na versão dele considerando a condenação recente. Então, enterrá-la perto da residência dele.
— Em que pese ele alegar que não queria ceifar a vida nem de uma nem de outra, a investigação indica que o plano inicial dele era, sim, matar ambas — conta o delegado Roney Péricles.
Anderson deve responder ao menos pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. Mas a polícia não descarta novos enquadramentos. Isso porque ainda há perguntas sem respostas. As duas principais são: como Isabela morreu e se isso ocorreu ainda em Itajaí ou já no Rio Grande do Sul. Laudos da Polícia Científica devem trazer essas respostas.
O ataque seria uma retaliação à condenação por estupro.
— Pelo que a investigação indica ali, toda essa empreitada delituosa dele foi justamente como forma de vingança por essa condenação — frisa o delegado.
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