Um adolescente de 14 anos morreu por conta de uma infecção generalizada depois de uma semana internado com dor, roxidão na perna direita e vômitos, em Planalto, na Bahia. Antes de morrer, o garoto contou ao pai que havia injetado na perna um líquido com água e restos de uma borboleta amassada. A polícia investiga a causa da morte, que aconteceu na última quinta-feira (13). As informações são do g1 e do Uol.

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O garoto estava internado no Hospital Geral de Vitória da Conquista, depois de ter amassado uma borboleta, misturado os restos com água e aplicado, com o auxílio de uma seringa comprada por ele mesmo em uma farmácia, no próprio corpo. Ele não explicou o por quê teria feito isso.

A Polícia Civil, no entanto, investiga se o adolescente pode ter injetado o conteúdo da seringa na perna por um desafio na internet. O Departamento de Polícia Técnica (DPT), que é responsável pelo exame, afirma que o prazo inicial para a conclusão da análise é de 10 dias.

Segundo o pai do garoto, a família encontrou a seringa embaixo de um travesseiro depois da morte do menino, ao arrumar a casa. O homem disse que o primeiro sintoma da vítima foi um machucado na perna. Além disso, ele também mancava, mas o adolescente disse que havia se machucado em uma brincadeira.

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No Hospital Municipal de Planalto, o jovem ficou internado por sete dias, até ser transferido para o Hospital Geral de Vitória da Conquista e morrer no local.

Borboletas são tóxicas?

As borboletas são insetos que possuem substâncias não adequadas para serem ingeridas por seres humanos. Um exemplo é a borboleta-monarca que se alimenta, ainda na fase em que são lagartas, de algodão-de-seda. Dessa forma, ela acumula toxinas para afastar possíveis predadores.

Por outro lado, a quantidade presente nesses insetos é muito pequena para representar um risco grave à saúde. Por isso, a causa da morte pode ter sido pela injeção de uma substância desconhecida, não estéril, e não pela borboleta em si.

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