Uma nova ofensiva contra organizações criminosas ampliou as investigações no Oeste de Santa Catarina, com cumprimento de mandados em diferentes municípios da região e também no Paraná. As ações incluem a apuração sobre a atuação de uma advogada suspeita de intermediar a comunicação entre presos.
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Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão. As diligências ocorreram em Chapecó, Xanxerê, Ponte Serrada e Blumenau, em Santa Catarina, além de Cascavel (PR). Uma pessoa foi presa em flagrante por posse de drogas.
As medidas fazem parte de novos desdobramentos da 5ª fase da operação Sodalitas Finis – Casa de Pedra e da deflagração da operação Bow Tie, conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina, em apoio à 39ª Promotoria de Justiça da Capital, responsável pelo enfrentamento às organizações criminosas no Estado.
Investigação sobre organização criminosa
A operação Sodalitas Finis, em outra fase, já havia cumprido 51 mandados de busca e apreensão e 43 mandados de prisão preventiva. As investigações apuram crimes como tráfico de drogas em larga escala, homicídios, roubos e outras ações atribuídas a uma organização criminosa com forte influência em Santa Catarina.
O nome da operação significa “o fim do grupo” e faz referência ao objetivo de desarticular a estrutura criminosa que atua em municípios como Xaxim, Xanxerê, Chapecó e cidades vizinhas.
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Operação Bow Tie mira advogada
De forma simultânea, a operação Bow Tie teve como foco uma advogada suspeita de utilizar indevidamente prerrogativas profissionais para realizar a chamada “sintonia” entre presos, termo usado para o repasse de informações entre pessoas encarceradas e indivíduos em liberdade.
Nesta quinta-feira (12), foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Xanxerê, expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas. O nome da operação faz referência ao “nó bow tie”, tipo específico de gravata. No jargão carcerário, “gravata” é a forma como presos se referem a advogados, indicando diretamente o alvo da investigação.
Segundo o Ministério Público, esse tipo de comunicação favorece a atuação e a expansão de organizações criminosas, ao permitir a circulação de informações entre integrantes presos e pessoas fora do sistema prisional. As investigações tramitam em sigilo.
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