O Aeroporto de Joinville anunciou que vai receber uma operação inusitada na rotina da aviação comercial. O terminal será base operacional da Esquadrilha da Fumaça durante apresentações programadas em cidades do Norte de Santa Catarina, concentrando aeronaves militares, equipes técnicas e toda a logística necessária para uma das demonstrações aéreas mais conhecidas do país. 

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As apresentações acontecem na sexta-feira, 19 de junho, em São Francisco do Sul, às 15h50, e em Guaramirim, às 15h. Por tanto, o Aeroporto de Joinville será usado como base da Esquadrilha da Fumaça entre os dias 19 e 21 de junho.

Veja fotos da Esquadrilha da Fumaça

Ao todo, a operação contará com oito aeronaves A-29 Super Tucano, utilizadas pela Esquadrilha da Fumaça, além de uma aeronave de apoio da Força Aérea Brasileira (FAB). Aproximadamente 28 profissionais vão participar da ação entre pilotos, mecânicos, equipe técnica e tripulação de apoio.

As aeronaves virão diretamente da base da Esquadrilha da Fumaça, em Pirassununga (SP), até Joinville. O grande destaque da operação são os A-29 Super Tucano, aeronaves de alta performance capazes de atingir velocidades próximas de 600 km/h. Além das apresentações aéreas, o modelo também é utilizado em missões de vigilância e defesa aérea em diferentes países.

Operações antes do voo da Esquadrilha da Fumaça

Durante as demonstrações, sete aeronaves voam simultaneamente em formações de alta precisão, realizando cruzamentos em velocidade elevada, voos invertidos e manobras tradicionais que costumam chamar a atenção do público, como o desenho do coração no céu.

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Mas, antes de cada apresentação, existe uma grande operação em solo. O preparo das aeronaves leva cerca de uma hora e meia e envolve abastecimento, checagens técnicas, alinhamento entre pilotos e inspeções rigorosas de segurança.

Para receber toda essa estrutura, o Aeroporto de Joinville iniciou um planejamento antecipado envolvendo diferentes equipes operacionais. Segundo a gerente do aeroporto, Elisângela Rosa Bastos, a preparação começa ainda antes da chegada das aeronaves.

— Essa é uma operação que exige coordenação entre diversas áreas do aeroporto. As equipes de Operações, Safety (SGSO), NavBrasil e segurança aeroportuária (AVSEC) atuam de forma integrada para garantir que toda a movimentação aconteça com segurança e eficiência — explica.

De acordo com Elisângela, o trabalho envolve organização do pátio, coordenação do tráfego aéreo, controle operacional das aeronaves e monitoramento preventivo de riscos. 

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— A operação exige um planejamento detalhado e alinhamento constante entre as equipes para garantir integração durante todas as etapas — completa.

Durante a permanência da Esquadrilha, o aeroporto também reforça o controle de acesso às áreas operacionais e amplia a atenção para itens que possam comprometer a segurança das aeronaves, como objetos soltos na pista e movimentações próximas às áreas restritas.

Mesmo com a operação especial, a rotina dos voos comerciais seguirá normalmente. Segundo a gerente, os alinhamentos são feitos antecipadamente para minimizar impactos nas operações do terminal e manter a regularidade dos voos.

— O principal desafio é equilibrar uma operação especial com a rotina comercial do aeroporto, mantendo segurança operacional, eficiência e comunicação precisa entre todos os envolvidos — destaca Elisângela.

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Para Ricardo Luiz, organizador de eventos com atuação em demonstrações aéreas e parceiro voluntário de apoio ao Esquadrão de Demonstrações Aéreas (EDA), a estrutura oferecida pelo Aeroporto de Joinville é essencial para o andamento da operação.

— O apoio logístico alinhado ao padrão que estamos recebendo em Joinville é extremamente importante para o perfeito andamento das demonstrações e reflete diretamente no resultado final da operação — afirma.