A sarcopenia é a perda de massa muscular e para os treinadores e médicos, o agachamento é o exercício mais importante para pessoas acima dos 40 anos e para quem quer passar dos 60 com autonomia de movimentos.

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“Fazer academia” é o termo que está na boca de pessoas de diferentes faixas etárias, classe social ou gênero. A prática de exercício físico vem cada vez mais se tornando preocupação de muitos, seja para colher frutos da saúde ou gostar mais da imagem que se vê no espelho.

No entanto, o conhecimento técnico do que é indicado para cada pessoa, a depender de inúmeros fatores como idade e histórico médico, costuma se restringir aos profissionais. 

Por isso, poucos têm noção da opinião aprofundada dos especialistas quanto à rotina de exercícios; os treinadores apontam que o agachamento pode auxiliar pessoas com mais de 40 anos a preservar massa muscular, conseguir autonomia no cotidiano e manter o bom funcionamento do metabolismo.

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De acordo com especialistas, quando o movimento é realizado com orientação e da maneira correta, ele atua em grandes grupos musculares e combate perdas naturais do envelhecimento.

Aos 40, agachamento vira estrela

O corpo humano naturalmente passa por alterações hormonais e metabólicas durante toda a vida. No entanto, com o passar do tempo essas alterações se mostram em âmbitos específicos, como na redução da massa muscular e a disposição.

Isso acontece por conta de doenças como a sarcopenia, que geralmente começa a se mostrar nos 30 anos e se intensifica nas décadas seguintes. 

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É essencial manter a massa muscular em dia, e reforçar esse cuidado depois dos 40 é imprescindível, uma vez que a falta de força pode estar diretamente ligada a mudanças de humor, cansaço extremo e preguiça.

Em decorrência disso, surge o agachamento como um dos exercícios mais recomendados para esse grupo de pessoas. Esse exercício trabalha glúteos, pernas e a região do core: grupos musculares essenciais para tarefas do dia a dia, como subir escadas, levantar da cadeira e carregar objetos.

Qualidade de vida vem com autonomia

Manter a capacidade de realizar tarefas simples sem ajuda é um dos principais sinais de qualidade de vida após os 60 anos. 

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Levantar-se do sofá, carregar compras ou subir escadas depende diretamente da força das pernas, e essa força é determinante para a independência no dia a dia.

Por isso, especialistas destacam que exercícios como o agachamento têm efeito direto sobre a autonomia funcional. Fortalecer pernas e quadris diminui o risco de quedas, melhora o equilíbrio e facilita a recuperação em caso de lesões. 

Entre os benefícios mais notáveis estão o aumento da estabilidade, maior segurança para realizar atividades domésticas e um corpo mais resistente.

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Chegando lá de forma saudável

A chave para alcançar esses resultados não está em treinos longos ou exaustivos, mas na constância. Praticar exercícios de forma regular, com sessões bem planejadas ao longo da semana, produz mudanças reais no corpo ao longo do tempo. 

A prática constante ajuda não apenas a ganhar força e disposição, mas também a criar uma rotina que favorece o bem-estar físico e mental.

Outro ponto que costuma ser negligenciado, mas é igualmente importante, é o descanso. Ter noites de sono de qualidade regula os hormônios, auxilia na perda de peso e reduz a compulsão alimentar. 

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“Você pode fazer tudo perfeitamente, mas se dormir mal, seu corpo não vai cooperar”, alerta a treinadora Mónica Nieto, em entrevista à Revista Semana.

No fim das contas, o equilíbrio entre atividade física, constância nos treinos e descanso adequado constrói um corpo mais forte, seguro e preparado para aproveitar a vida com autonomia, mesmo depois dos 60 anos.