Mais uma ala da Penitenciária de Florianópolis, no bairro Agronômica, no coração da capital catarinense, foi desativada. A informação foi anunciada pelo governador Jorginho Mello (PL) no último sábado (11). Segundo o Governo do Estado, a estrutura, que tinha capacidade para 115 detentos, foi desativada no fim de junho e os internos já foram realocados. A medida faz parte do projeto de demolição da penitenciária para transformar a área em uma “cidade cultural”, integrada ao Centro Integrado de Cultura (CIC).

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A ala tinha capacidade para 115 detentos e abrigava 88 pessoas no momento da desativação. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri), o processo de desativação da penitenciária ocorrerá de forma gradativa. As alas com piores condições de segurança e habitabilidade serão as primeiras a ser fechadas. Ainda não há informação sobre quantas alas ainda precisam ser desativadas.

A demolição da Penitenciária da Agronômica

O Complexo Penitenciário começou a ser demolido em dezembro de 2025. Ao todo, 25 contêineres, que abrigavam mais de 200 presos, foram derrubados. O Governo do Estado estima que o local deve ser totalmente desativado em até dois anos, ou seja, até o fim de 2027.

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Atualmente, todo o Complexo Penitenciário da Agronômica possui cerca de 2,6 mil detentos, sendo que quase 2 mil são homens alocados na Penitenciária Masculina. Ao NSC Total, a Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social afirmou que não é possível definir um calendário ou uma agenda para que os presos sejam transferidos, já que isso dependeria da disponibilidade de outros presídios no Estado.

“Por isso, esse processo será conduzido de forma gradual e técnica, à medida que as novas estruturas forem sendo entregues e incorporadas ao sistema, permitindo que cada movimentação seja realizada com base nas necessidades operacionais, nos critérios de segurança e na realidade da população carcerária naquele momento”, afirma a pasta.

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Veja fotos da demolição

Penitenciária dará lugar para Cidade da Cultura

Denominado de Cidade da Cultura, o projeto está em andamento desde março de 2025, quando a população do bairro foi ouvida sobre a possibilidade de uma reestruturação no local, que reúne os presídios feminino e masculino, batalhão de choque da Polícia Militar de Santa Catarinaassociação de servidores e uma delegacia de Polícia Civil, além de um imóvel do Governo do Estado.

A ideia é fazer com que o local vire um espaço multifuncional dedicado à cultura, com equipamentos de lazer, gastronomia, prática de esporte e segurança pública para a população, em um espaço de mais de 173 mil metros quadrados. Ao mesmo tempo, o projeto quer preservar o patrimônio histórico e ambiental da penitenciária, construída entre as décadas de 1920 e 1930.

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Em janeiro de 2026, o Consórcio Floripa e Cultura foi selecionado para implantação, gestão, manutenção e operação da futura Cidade da Cultura, com estudos liderados pela Eagle Consultoria Econômica e de Engenharia Ltda., e integrado pelo Studio 8 Arquitetura Ltda. e por Garin Infraestrutura Assessoria e Participações Ltda.

Três meses depois, o Governo do Estado apresentou os avanços do projeto em uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

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Fotos antigas mostram como era a Penitenciária de Florianópolis