A presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, microrganismo que pode causar infecções principalmente em pessoas com o sistema imunológico comprometido, levou ao recolhimento de um lote de água mineral Crystal sem gás anunciado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta quarta-feira (3). O lote é produzido pela Mineração Bom Jesus (MBJ), empresa do Sistema Coca-Cola.

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A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria encontrada naturalmente no meio ambiente, principalmente na água e no solo. Considerada um microrganismo oportunista, ela costuma representar maior risco para pessoas com o sistema imunológico comprometido, idosos, recém-nascidos e pacientes hospitalizados.

Nesses grupos, pode causar infecções em diferentes partes do corpo, como pele, ouvidos, olhos, pulmões e trato urinário. Em pessoas saudáveis, a ingestão ocasional da bactéria geralmente não provoca doenças graves, mas sua presença em água mineral é considerada uma irregularidade sanitária por indicar que o produto não atende aos padrões microbiológicos exigidos para consumo.

O que foi encontrado pela Anvisa?

A contaminação foi identificada durante uma coleta de rotina realizada pela Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF). O Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) detectou a presença da bactéria em amostras do produto, resultado que foi posteriormente confirmado por meio de uma análise de contraprova, conforme previsto pelas normas do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.

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Com a confirmação, a vigilância sanitária interditou o lote e comunicou o caso à Anvisa. Além do recolhimento, a agência suspendeu a comercialização, a distribuição e o uso das unidades afetadas. A medida vale exclusivamente para o lote identificado na resolução publicada no Diário Oficial da União — o P 200126, que reúne 374,4 mil garrafas de 500 ml.

Como identificar o lote?

O consumidor deve verificar a identificação impressa no corpo da garrafa. O lote alvo da medida aparece com a seguinte marcação: LZ1 VAL 200127 3 P 200126. A validade das unidades recolhidas é 20 de janeiro de 2027.

Em quais cidades o lote foi comercializado?

De acordo com informações encaminhadas pela empresa à Anvisa, as 374,4 mil garrafas foram distribuídas para o Distrito Federal, Tocantins, Goiás e São Paulo.

No Distrito Federal foram comercializadas 230.443 unidades. No Tocantins, 1.439 garrafas foram destinadas aos municípios de Arraias, Combinado e Novo Alegre.

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Em Goiás, foram distribuídas 66.768 unidades para Águas Lindas de Goiás, Luziânia, Novo Gama, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental, Santo Antônio do Descoberto, Planaltina de Goiás, Cristalina, Formosa, Campos Belos, Alexânia, Abadiânia e Catalão.

Já em São Paulo, 75.750 garrafas foram comercializadas nas cidades de Sorocaba, Itapetininga, Itu, São Roque e Tatuí.

O que o consumidor deve fazer, segundo a Anvisa

Em nota enviada ao g1, a assessoria da Coca-Cola orientou consumidores que eventualmente possuam unidades do lote P 200126 a entrarem em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) para receber orientações sobre substituição ou reembolso.

A fabricante informou à Anvisa que iniciou imediatamente o recolhimento junto às distribuidoras e estima que cerca de 99,2% das unidadesnão estejam mais disponíveis para venda. A empresa também afirmou não ter recebido, até o momento, reclamações de consumidores relacionadas ao lote.

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Em nota divulgada pela agência, a Mineração Bom Jesus informou que abriu uma investigação interna para apurar as causas da ocorrência e que vem colaborando com as autoridades sanitárias. Segundo a Anvisa, as evidências disponíveis até agora indicam que o problema está restrito ao lote recolhido, mas as investigações continuam em andamento.