Pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) virou alvo de polêmica durante uma aula magna na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), após uma confusão envolvendo membros do Movimento Brasil Livre (MBL). O episódio envolvendo o ex-ministro da Fazenda viralizou nas redes sociais, mas há um detalhe importante pouco lembrado da trajetória dele que passa direto pelo mundo dos carros.
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Antes da vida política ocupar o centro da carreira, Haddad participou da criação de uma das ferramentas mais conhecidas por motoristas, lojistas, seguradoras e compradores de usados no Brasil: a Tabela Fipe.
Antes de chegar aos cargos de maior projeção no setor público, Haddad já atuava em projetos ligados à economia e ao mercado. Em 1998, como consultor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), ele participou da criação da tabela mensal de preços de automóveis, que mais tarde se tornaria uma das principais referências para quem compra, vende ou segura veículos no Brasil.
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O que é a Tabela Fipe?
A Tabela Fipe é uma referência de preços médios de veículos no mercado brasileiro. Ela reúne valores de carros, motos e caminhões e serve como parâmetro para negociações, avaliações, financiamentos, seguros e indenizações.
A consulta é simples. Basta informar marca, modelo, versão e ano do veículo. A partir disso, a tabela mostra um preço médio de referência para aquele modelo no mercado nacional.
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A própria Fipe, porém, destaca que o número não deve ser tratado como preço fixo. O valor real de um carro pode variar de acordo com região, estado de conservação, cor, acessórios, quilometragem, histórico de manutenção e procura pelo modelo.
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Por que a tabela ficou tão conhecida?
A Tabela Fipe se popularizou porque virou uma espécie de ponto de partida para qualquer conversa sobre preço de carro usado ou seminovo.
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Quando alguém diz que um veículo está “abaixo da Fipe”, “na Fipe” ou “acima da Fipe”, está comparando o valor pedido com a média indicada pela fundação. A expressão se tornou comum em lojas, classificados, concessionárias, plataformas de venda e até em conversas entre motoristas.
Para quem compra, a tabela ajuda a evitar pagar muito acima da média. Para quem vende, funciona como referência inicial para definir o preço. Para seguradoras, é usada como base em contratos e indenizações.
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Fipe não é preço obrigatório
Apesar da importância, a Tabela Fipe não determina sozinha quanto vale um veículo. Dois carros do mesmo modelo, versão e ano podem ter preços diferentes.
Um carro com baixa quilometragem, revisões em dia e bom estado de conservação tende a valer mais. Já um veículo com histórico de batidas, pendências, desgaste elevado ou manutenção cara pode ficar abaixo da média.
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Também há modelos que passam a ser vendidos acima da tabela quando ficam muito procurados, saem de linha ou ganham fama de confiáveis. Outros podem perder força no mercado por causa de consumo alto, peças caras ou baixa procura.





