Tem gente que usa todos os dias, e tem quem não queira nem para escalar o Monte Everest: a jaqueta puffer dominou as lojas, as ruas e os guarda-roupas nos últimos anos, uma alternativa leve e versátil para enfrentar o frio, o vento gelado e a chuva. Mas o que causa tanta polêmica nessa peça aparentemente simples?

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A verdade é que de simples a puffer não tem nada. Ela nasceu nos anos 1930, quando Eddie Bauer quase morreu de hipotermia durante uma pescaria. A opção dele foi criar uma peça quentinha e resistente à água, leve o suficiente para não atrapalhar ou pesar na bagagem. Aí nasceu a puffer, um casaco com isolamento e forrado com plumas.

Depois disso, o modelo foi ganhando lugar entre aventureiros. A The North Face, uma das principais marcas de roupas, calçados e equipamentos para atividades outdoor, lançou a Nuptse nos anos 1990 como a própria versão do modelo, que está disponível até hoje.

Mas além dos esportes de inverno e das trilhas na neve, a puffer conquistou o estilo casual, especialmente no Brasil, onde a peça já ultrapassou a categoria de tendência e se tornou um básico no guarda-roupas, especialmente do sulista.

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A tendência que vai dominar o inverno 2026

Por que ela causa tanta polêmica?

Há quem diga, no entanto, que não há no Brasil necessidade para uma peça tão quente, ou que o aspecto mais utilitário deve ficar restrito aos esportes de inverno e trilhas. Tem ainda quem compare a peça com um “saco de lixo”.

A evolução da jaqueta puffer — o colete — ainda ficou associado a uma classe de trabalhadores muito distinta: os faria limers, empregados das empresas que ficam na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, o principal polo financeiro e tecnológico do Brasil. Para eles, a peça traz um nível de casualidade e utilitarismo que casa com a estética “sempre em movimento” do mercado onde atuam, como se a qualquer momento estivessem prontos para sair de uma reunião direto para a calçada, pilotando um patinete elétrico.

Essa associação pode causar certo estranhamento ou aversão em quem prefere peças mais sóbrias. Para algumas pessoas, cada lugar tem um código de vestimenta definido e peças para uso em atividade física não devem ultrapassar as portas da academia.

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Para quem segue as tendências das passarelas, a tendência outono-inverno é um visual mais corporativo anos 1980 com blazers com ombreiras largas, e o utilitário aparece na forma de outra jaqueta, a bomber: modelagem solta no tronco, fechamento frontal por zíper e punhos, barra e gola ajustados em elástico ou malha canelada.

Mas, afinal, por que ela continua bombando?

Há vários argumentos que ajudam a entender por que a puffer segue bombando, mesmo com outras opções tomando conta das passarelas:

  • Conforto térmico;
  • Visual moderno e urbano;
  • Facilidade para looks casuais;
  • Funciona bem em cidades frias.

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