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Comportamento

Amor em fase de transição: como a "geração do não compromisso" trata o namoro 

Os relacionamentos hoje já não são mais como eram 50 anos atrás. Disso, todo mundo sabe. Mas o que é importante agora em uma relação? Ainda se acredita no "juntos para sempre"?  

09/06/2019 - 07h20

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Por Stefani Ceolla
(Foto: )

Não tem que ser entre homem e mulher, entre gente da mesma cor, nem precisa ser formado só por duas pessoas. Há casais que vão muito além dos padrões pré-estabelecidos, da busca pela pessoa ideal, do sonho de casar, ter família e viver felizes para sempre. Se isso acontecer, ótimo, mas as experiências mostram que a visão do amor romântico que se tinha décadas atrás está ficando fora de moda. É o que aponta a psicóloga Ana Canosa, especialista em comportamento e sexualidade.

Se, por um lado, essa quebra de paradigmas resulta em mais liberdade para se relacionar com quem quiser, da maneira que quiser, por outro essa noção de imediatismo, facilidade e superficialidade pode frustrar possíveis relacionamentos saudáveis e felizes.

– As pessoas mais jovens, que tem muita autonomia, e que tem no seu projeto de vida trabalhar, viajar, vivem sob essa perspectiva da experiência, de que é preciso ter várias, sempre. Tudo é compartilhado. A troca de parceiros, o sexo casual, são muito comuns. Mas isso não significa que não projetem a expectativa de encontrar alguém, só jogam para o futuro. No momento, eles não querem se comprometer – avalia a psicóloga.

Para Ana, está é a "geração do não compromisso".

— Tem uma verdade ali, que eu acho interessante. E tem um lado ruim, porque para manter esse projeto de não se comprometer, elas perdem a oportunidade de conhecer pessoas _ pondera a especialista.

O que acontece, de fato, é que aquela ideia de amor romântico que se tinha, de encontrar a pessoa perfeita, já não existe mais. As mulheres, por exemplo, querem ser as protagonistas.

– A gente está tentando atualizar esse amor ideal. As mulheres agora têm que ter o mesmo direito que os homens em uma relação, o sexo tem importância no sentido do prazer. Com isso, o amor monogâmico de longa duração está super caindo de moda _ resume Ana.

Para ela, por mais que os jovens cheguem a ter "medo" da palavra namoro _ justamente por significar compromisso, algo duradouro e que precede o casamento — recorrer à etimologia do termo pode explicar porque ainda queremos nos relacionar:

– Namorar é inspirar amor a alguém.

E, para isso, tá liberado amar quem quiser, do jeito que quiser _ inclusive seguindo aquele modelo padrão "fora de moda", mas que pode fazer feliz.

Neste Dia dos Namorados, celebrado na quarta-feira, dia 12, o NSC Total apresenta casais catarinenses com histórias surpreendentes.

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