O sistema de distribuição eletrônica do Supremo Tribunal Federal (STF) definiu um sucessor para o ministro Dias Toffoli no Caso Master que representa um realinhamento de perfil na condução do processo. Ao sortear o ministro André Mendonça, a “loteria” da Corte colocou um magistrado de linha conservadora e rigorista à frente de uma investigação que vinha sofrendo desgastes políticos. A mudança sinaliza uma postura mais “dura” e técnica, distanciando a relatoria das polêmicas que cercaram a saída de Toffoli, citado em desdobramentos recentes da Polícia Federal.
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O futuro do Caso Master no STF
Do INSS ao sistema financeiro
André Mendonça chega ao caso com a reputação de “xerife”. Ele já é o atual relator das investigações sobre fraudes no INSS, onde tem adotado uma condução considerada rigorosa. É essa mesma “mão pesada” que o mercado e o mundo jurídico esperam agora no imbróglio do Banco Master.
A escolha de Mendonça é vista como estratégica para “blindar” o STF. Após suspeitas que ligaram Toffoli a figuras centrais do caso, a entrada de um ministro com perfil de ex-advogado da União e ex-ministro da Justiça busca restaurar a imagem de imparcialidade e diminuir a pressão sobre o colegiado.
Trajetória: o perfil técnico em pauta
Embora tenha ficado conhecido pela alcunha de “terrivelmente evangélico” durante sua indicação pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, Mendonça tem pautado sua atuação na Corte pelo pragmatismo jurídico.
- Carreira Pública: foi advogado da União por duas décadas (2000-2021).
- Executivo: comandou a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
- Formação e fé: pós-graduado pela UnB e pastor da Igreja Presbiteriana Esperança, em Brasília, ele equilibra o conservadorismo pessoal com uma atuação técnica no plenário.
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O tabuleiro de Brasília
A influência de Mendonça vai além do Caso Master. No cenário eleitoral, ele exercerá um papel crucial como vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atuando em conjunto com o ministro Nunes Marques.
Para Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e outros setores que mantinham interlocução com nomes como Toffoli e Alexandre de Moraes, a chegada de Mendonça altera o termômetro do caso.
O novo relator é monitorado de perto pelo Congresso, pelo Banco Central e pelo setor financeiro, que aguardam para ver se o “estilo Mendonça” de fiscalização será aplicado com a mesma intensidade vista em seus outros processos de combate a fraudes.
*Sob supervisão de Luiz Daudt Junior.







