O falcão-peregrino, animal mais veloz do mundo, foi avistado na Baía Babitonga durante monitoramentos ambientais realizados pelo Terminal Portuário Santa Catarina (TESC). O registro faz parte de um projeto que já identificou 113 espécies de aves, além de outras espécies como a onça-parda, na área acompanhada pelo projeto ambiental do terminal.
Continua depois da publicidade
A Baía Babitonga concentra cerca de 75% dos manguezais de Santa Catarina e abriga espécies ameaçadas, como a toninha, o boto-cinza, a tartaruga-verde e o mero. Os resultados dos monitoramentos ambientais conduzidos pelo TESC demonstram avanços importantes na conservação ambiental da região.
Entre os destaques estão o aumento de 15% da vegetação de mangue e o crescimento de 12% no número de aves registradas no entorno do terminal. O monitoramento das espécies é realizado pelo biólogo e doutor em Zoologia Alexandre Grose.
Conheça as aves avistadas na Baía Babitonga
De acordo com o TESC, o manguezal anexo ao terminal é utilizado anualmente para reprodução de diversas espécies de aves, entre elas o savacu-de-coroa (Nyctanassa violacea), o tapicuru (Phimosus infuscatus), a caraúna (Plegadis chihi), a garça-branca-pequena (Egretta thula), a garça-vaqueira (Bubulcus ibis) e o guará (Eudocimus ruber).
Um dos marcos mais relevantes, identificados em 2025, foi o registro dos primeiros ninhos de guará no manguezal. Conhecido pela coloração vermelha intensa, o guará é considerado um importante indicador natural da qualidade ambiental e atualmente é uma espécie ameaçada de extinção no Estado.
Continua depois da publicidade
Além do guará, até o momento já foram registradas 113 espécies de aves na área monitorada pelo terminal, incluindo o falcão-peregrino (Falco peregrinus), considerado o animal mais veloz do mundo, capaz de atingir velocidades superiores a 320 km/h durante seus mergulhos. A espécie migratória visita anualmente o Brasil, vindo de países da América do Norte, como Canadá e Estados Unidos.
Saiba mais sobre alguns dos animais avistados na Baía Babitonga
Onça-parda
Uma das características mais notáveis da onça-parda, também chamado de suçuarana ou puma concolor, é sua capacidade física, possuindo patas traseiras que permitem de mais de cinco metros de altura. Sua pelagem uniforme, que varia entre tons de bege e avermelhado, oferece a camuflagem perfeita para caçadas solitárias que ocorrem predominantemente em períodos noturnos.
O registro de uma onça-parda nas imediações de Itapoá, no início de 2026, destaca a importância da preservação ambiental para a manutenção do segundo maior felino das Américas em solo catarinense.
O monitoramento reforça que a região ainda provê recursos suficientes para grandes mamíferos, embora a espécie seja considerada vulnerável devido à perda de habitat e pressões urbanas. A presença da onça-parda é um selo de qualidade biológica para o litoral, indicando que a cadeia alimentar permanece funcional.
Continua depois da publicidade
Saíra-sete-cores
A saíra-sete-cores é frequentemente descrita como uma das aves mais espetaculares do mundo devido à sua plumagem que combina tons de verde, azul, amarelo, laranja e preto. Curiosamente, essa coloração vibrante não serve apenas para beleza, mas funciona como uma camuflagem eficiente sob a luz filtrada pelas copas das árvores, onde as cores se misturam aos reflexos das folhas e frutos.
Em meados de 2025, exemplares dessa espécie foram monitorados na Reserva Volta Velha, em Itapoá, reforçando a importância da preservação das matas preservadas para a sobrevivência de aves tão especializadas.
Sua presença em Santa Catarina é um indicador de qualidade ambiental, pois a espécie exige florestas em bom estado de conservação para encontrar a variedade de frutos necessária para sua dieta. O registro ainda destaca que a região continua sendo um santuário para a biodiversidade alada, oferecendo recursos abundantes.
Macaco-prego
O macacoprego, cujo nome científico é Sapajus nigritus, é um dos primatas mais conhecidos da fauna brasileira. Ele vive principalmente na Mata Atlântica, sendo encontrado nos estados do Sul e Sudeste do país. Essa espécie é facilmente reconhecida por sua agilidade, expressões faciais marcantes e alto nível de inteligência.
Continua depois da publicidade
Um macaco-prego foi visto, no início de 2026, na região de Itapoá. A espécie é considerada um dos primatas não humanos mais inteligentes do mundo, sendo capaz de usar ferramentas, como pedras para quebrar frutos duros e sementes. Esse comportamento demonstra aprendizado, memória e até transmissão de conhecimento entre os indivíduos do grupo.
Anta
O registro de uma anta na Reserva Volta Velha, no final de 2025, representou um marco histórico para a biodiversidade de Itapoá, consolidando a região como um refúgio essencial para a fauna da Mata Atlântica em Santa Catarina.
Conhecida como a jardineira da floresta, a anta desempenha um papel ecológico vital ao dispersar sementes de grande porte por vastas distâncias, garantindo a regeneração e a diversidade das matas locais de forma natural.
Por ser o maior mamífero terrestre da América do Sul, e estar atualmente classificada como vulnerável à extinção, sua presença é um indicador direto da saúde ambiental e da integridade dos ecossistemas preservados na região.
Continua depois da publicidade
O monitoramento contínuo deste indivíduo reforça a necessidade estratégica de manter corredores ecológicos funcionais que conectem as áreas verdes de Itapoá, permitindo que espécies sensíveis sobrevivam às pressões urbanas e ao desenvolvimento constante.















