Os irmãos Juliano e Bruno Mendes são os nomes por trás do queijo Morro Azul produzido em Pomerode que entrou para a lista dos 65 melhores do mundo, segundo a revista norte‑americana Culture. Antes de abrirem o negócio que resultou no reconhecimento internacional e até em uma reportagem do Fantástico no domingo (18), Juliano e Bruno começaram no universo cervejeiro. Eles são também fundadores da Eisenbahn em Blumenau.
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Tal como com a Pomerode Alimentos, a cervejaria artesanal começou do zero, sem que os dois tivessem qualquer noção de como produzir ou fabricar a bebida. Ainda assim, nas duas vezes, as ideias deram mais certo do que os blumenauenses esperavam. A “fórmula” aplicada pelos irmãos para avançar nas duas especialidades foi praticamente a mesma.
A Eisenbahn nasceu no começo dos anos 2000. A dupla tocou o negócio junto com o pai. Assim, para levar a ideia adiante, eles tiveram de aprender o processo do zero e em pouquíssimo tempo. Em 2005, porém, a família já foi surpreendida com os primeiros prêmios na Alemanha por conta das cervejas produzidas em Blumenau e mal sabia que, décadas depois, passaria por experiência parecida, mas em um ramo bem diferente do que os irmãos estavam acostumados.
Do desejo de aprender mais sobre harmonizações surgiu o interesse pelo mundo dos queijos. Em 2006, Bruno assistiu a uma palestra sobre a venda de cerveja como um acompanhamento para o queijo, nos Estados Unidos. Instigado já que, até aquele momento, ele só tinha ouvido falar da harmonização do alimento com o vinho, Bruno voltou para casa com o pai e compartilhou a ideia com o irmão.
A partir de alguns testes e do aprofundamento no assunto, os dois perceberam que a combinação realmente funcionava. Assim, eles passaram a colocar nos rótulos das cervejas quais eram os queijos que poderiam ser consumidos junto com a bebida. Até aquele momento, porém, os alimentos sugeridos pelos dois eram feitos por outros produtores, enquanto os irmãos focavam somente nas bebidas da Eisenbahn.
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Em 2008, por questões de mercado, a família teve de vender a Eisenbahn e se redescobrir em um novo negócio. Apesar de algumas tentativas em diferentes áreas, a vontade de seguir no ramo do queijo parecia sempre falar mais alto na consciência dos irmãos, já que a paixão despertada ainda na época da cervejaria poderia ser, finalmente, levada adiante a partir daquele momento.
Dispostos a se aprofundar no assunto, Juliano e Bruno foram, em 2013, para os Estados Unidos com uma missão definida: aprender a fabricar queijos. Em um curso na Universidade de Vermont — nome que, mais tarde, também viraria parte da história dos irmãos —, os dois conheceram noções básicas sobre a produção do queijo e, no mesmo ano, compraram a Pomerode Alimentos.
A partir de então, uma nova história de sucesso começou a ser escrita, como mostrou a reportagem do Fantástico.







